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Médica relata plantões de 48 horas e frustração por perder pacientes para Covid: ‘Morrem rápido e na nossa frente’

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Com 23 anos de experiência em UTIs, Vívian Lima Leoneza contou ao G1 como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde.

Médica relata plantões de 48h e frustração por perder pacientes para a Covid — Foto: Arquivo Pessoal

“Mesmo a gente usando tudo o que sabe, eles morrem muito rápido e na nossa frente. Muitas vezes você não consegue ter tempo para, ao menos, tentar manter o organismo vivo. Isso foi muito frustrante para mim.”

O desabafo é de Vívian Lima Leoneza, médica intensivista e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 da Santa Casa de Sorocaba (SP).

Com 23 anos de experiência em UTIs, a médica contou  como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde. O primeiro choque chegou 10 dias depois que ela aceitou assumir a direção de uma UTI Covid.

“Não demorou e eu tive o primeiro baque. Só conseguia pensar: ‘meu Deus, não estou dando conta’. A demanda era muito grande e o fim de um plantão parecia mais o fim de dois seguidos”, conta.

Vívian explicou que, em um cenário fora da pandemia, cada médico é designado para, no máximo, 10 pacientes por plantão.

Destes, uma média de quatro ou cinco possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de 50% fazem uso de ventilação mecânica – ou seja, estão ligados a um respirador.

“No início de cada plantão, fazemos uma avaliação de cerca de 20 minutos para cada um desses pacientes. É claro que surgem intervenções, pacientes que dão entrada e outras emergências. Mas, normalmente, é assim que funciona”, explica.

Na pandemia, esse cenário mudou drasticamente. Segundo ela, de 10 pacientes designados por médico, 10 possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de nove estão ligados a um respirador.

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Sobrecarga

A médica contou  que os plantões, que costumavam ser de 12 a até, no máximo, 24 horas seguidas, se estenderam. “Cheguei a trabalhar por 48 horas direto e sem descanso”, diz.

“É uma rotina pesada. Temos muitos pacientes graves e temos muitas situações de emergência nas quais você não tem tempo nem para pensar no que fazer, precisa agir rápido. Do contrário, o paciente morre”, explica a médica.

Outro fator que também contribui para a sobrecarga é a falta de profissionais para atuar nas UTIs Covid. Vívian explica que vários colegas já precisaram ser afastados porque começaram a apresentar sintomas da doença.

“A gente fica exposto o dia todo. Então, tenho colegas que precisaram sair. Com isso, quem fica precisa assumir os pacientes e isso aumenta ainda mais a carga. Isso suga a gente”, conta.

Com a alta demanda, muitos médicos que não são intensivistas se ofereceram para ajudar. “Eu fico pensando: se para mim que tenho experiência com esse tipo de ambiente já é difícil, imagina para esses médicos que nunca lidaram com esse tipo de coisa e estão ajudando agora”, diz.

‘Todos fazem o melhor que podem’

Mesmo com a rotina estressante e com a pressão vinda de todos os lados, médicos e enfermeiros continuam buscando maneiras de encontrar conforto em meio ao caos.

“Muitas vezes me peguei pensando: ‘será que, se eu estivesse em uma condição ideal, eu conseguiria melhorar a situação?’. Esse pensamento de não estar fazendo o suficiente é o que mais nos consome”, explica.

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Depois de quatro meses vivendo dias corridos e noites em claro, Vívian conta que conseguiu encontrar uma solução para poder continuar motivada.

“Todo mundo aqui está fazendo o melhor que pode. Estamos dando tudo o que temos. Muitos, inclusive, se voluntariaram para combater o desconhecido, literalmente. Então, procuro pensar nisso. Faço o que posso dentro das condições em que estou”, finaliza.

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Deputados distritais aprovam suspensão de prazos de concursos públicos do DF durante pandemia

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Proposta de autoria do governador Ibaneis Rocha (MDB) teve 17 votos favoráveis. Medida vale enquanto durar o estado de calamidade pública decretado na capital.

Candidata faz prova de concurso público, em imagem de arquivo — Foto: Divulgação

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em dois turnos, na noite desta terça-feira (11), o projeto de lei que prevê a suspensão dos prazos de concursos públicos do Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus.

A proposta é do governador Ibaneis Rocha (MDB) e foi encaminhada à Casa e analisada no mesmo dia. O texto teve votos favoráveis de 17 deputados distritais. Para se tornar lei, precisa ser sancionado pelo chefe do Executivo local.

Segundo o projeto, os prazos devem ficar suspensos enquanto durar o estado de calamidade pública decretado na capital devido à pandemia, pelo prazo máximo de quatro anos. Ainda de acordo com a proposta, a contagem do prazo será retomada no dia seguinte ao fim do estado de calamidade e os órgãos públicos ficarão responsáveis por atualizar os editais.

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) — Foto: Marília Marques/G1

Fachada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) — Foto: Marília Marques/G1

 

Os parlamentares fizeram algumas alterações ao projeto enviado pelo Executivo, por meio de emendas. Segundo a proposta aprovada, a suspensão vale apenas para concursos que estavam homologados – tiveram a lista de aprovados publicada – e vigentes em 28 de fevereiro deste ano.

O texto inicial se estendia aos editais que cumpriam esses requisitos em 26 de junho. Na prática, a mudança dá mais prazo para concursos vencidos logo após o início da pandemia.

Empresas estatais

Outra alteração feita pelos distritais diz respeito à inclusão de concursos de empresas estatais do DF na regra. O texto inicial não previa a suspensão dos prazos nesses casos. No entanto, os parlamentares incluíram uma emenda para que esses concursos também tenham a data de vigência estendida.

A proposta aprovada pelos distritais ainda proíbe que o governo do DF use a pandemia como justificativa para substituir aprovados em concursos públicos por pessoas contratadas de forma temporária, nos casos de cargos equivalentes.

A proposta já havia sido anunciada pelo governador na segunda (10), em entrevista à rádio CBN. Segundo Ibaneis, o governo local está impedido de nomear aprovados em concursos até 31 de dezembro de 2021. São exceções apenas as contratações temporárias e as reposições de cargos vagos, que não gerem aumento de despesa.

Na entrevista, o governador disse que o impedimento às nomeações está previsto no pacote do governo federal que regulamenta a concessão de auxílio às unidades da federação durante a pandemia do novo coronavírus.

Sancionado em 27 de maio pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o texto afirma que os governos locais não podem criar novas despesas com pessoal, até o fim do ano que vem. A medida proíbe, além das nomeações, a concessão de reajustes, por exemplo.

Para receber o auxílio de até R$ 60 bilhões do governo federal, as unidades da federação precisam atender a esses requisitos. Segundo Ibaneis, a prorrogação dos prazos dos concursos pretende garantir a nomeação dos aprovados após o fim das restrições.

“Você tá num período de pandemia. Eles foram concursados e, em uma temperatura normal, seriam todos chamados”, disse.

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Estudante do DF vai representar Brasil em Comissão da Juventude do Brics, na Rússia

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Juliana de Almeida Martinelli, de 28 anos, viaja em setembro para participar de evento sobre empreendedorismo. Ela é única brasiliense em grupo de outros cinco brasileiros.

Estudante do DF, Juliana de Almeida Martinelli, vai representar Brasil em Comissão da Juventude do Brics, na Rússia — Foto: UniCeub/Divulgação

A estudante de engenharia elétrica Juliana de Almeida Martinelli, de 28 anos, vai representar o Brasil na Comissão da Juventude do Brics – bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A jovem viaja para a Rússia no dia 20 de setembro, onde participará de um evento voltado para o empreendedorismo.

Juliana, que é aluna do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), conta que foi selecionada junto com outros cinco brasileiros, sendo a única brasiliense e mulher empreendedora do grupo.

“Trabalho há alguns anos com inovação em cidades inteligentes, e ser escolhida para representar o Brasil é uma honra, mostra que estou no caminho certo.”

O programa internacional do Brics tem o objetivo de promover o empreendedorismo entre os jovens por meio de aulas, seminários e reuniões.

Projeto de impressão 3D em concreto

Impressora 3D de concreto da estudante do DF, Juliana Martinelli — Foto: UniCeub/Divulgação

Impressora 3D de concreto da estudante do DF, Juliana Martinelli — Foto: UniCeub/Divulgação

Na Rússia, ainda no evento, a estudante vai apresentar um projeto de impressões 3D em concreto, chamado de “InovaHouse3D”. Segundo Juliana, o equipamento foi criado para “facilitar a montagens de casas com preços mais acessíveis”.

A jovem contou que a ideia surgiu em 2014 quando leu uma notícia sobre a impressão de casas em 3D na China, para ajudar os locais em situações de emergência. “Na época saiu uma matéria sobre a empresa chinesa que viralizou, ela conseguiu imprimir 10 abrigos emergenciais em um dia.”

Em 2015, a jovem empreendedora colocou em prática o projeto ao lado de colegas de faculdade e decidiu inscrever a iniciativa em uma competição de startups no DF.

“Acabamos ficando em terceiro lugar e resolvemos desenvolver a tecnologia para solucionar problemas de habitação no Brasil”, disse a jovem.

Estudante de engenharia do DF, Juliana Martinelli, trabalhando na máquina 3D em concreto — Foto: UniCeub/Divulgação

Estudante de engenharia do DF, Juliana Martinelli, trabalhando na máquina 3D em concreto — Foto: UniCeub/Divulgação

Jovem promissora

Em 2019, a estudante foi reconhecida pela revista Forbes como uma das jovens mais promissoras do Brasil. “Nosso maior marco na época foi a construção da primeira impressora 3D de concreto da América Latina”, afirma Juliana.

“Mas hoje meu maior foco é em colocar a tecnologia de impressão 3D de concreto no mercado brasileiro, principalmente para a habitação social.”

Para a estudante, o evento pode ser uma oportunidade para dar mais visibilidade à sua carreira. “Um evento desse porte expande as possibilidades de encontrar um investidor para o InovaHouse3D”, disse.

Juliana não é a única brasiliense que está representando o Brasil fora do país. A estudante de direito e ciências sociais, Paloma Costa Oliveira, de 28 anos, foi nomeada para participar do Grupo Consultivo da Juventude sobre Mudança Climática da ONU.

A jovem irá aconselhar o secretário-geral António Guterres sobre o clima pós pandemia do novo coronavírus. Em 2019, Paloma participou e discursou na Cúpula do Clima da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, ao lado da ativista sueca Greta Thunberg.

A estudante contou que quando recebeu o convite se sentiu honrada, orgulhosa e também com uma dose extra de responsabilidade. “Eu senti muito o peso da responsabilidade que essa oportunidade acarreta”, afirma.

“Tenho o dever e a obrigação de levar as vozes da juventude e também de abrir espaço para outras próximas juventudes.”

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Reitores dizem que corte previsto para educação brasileira em 2021 pode inviabilizar atividades em universidades federais

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MEC prevê redução de R$ 4,2 bilhões no orçamento da pasta em 2021. Desse total, R$ 1,4 bilhão atingiriam universidades e institutos federais.

Laboratório da Universidade Federal de Alfenas, que produziu álcool em gel para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus em cidades de MG — Foto: Reprodução/EPTV

Em meio à readequação imposta pela pandemia, universidades e institutos federais de ensino deverão enfrentar em 2021 um obstáculo extra para a retomada das aulas presenciais: um orçamento ainda mais enxuto. A notícia da previsão de corte de R$ 1,43 bilhão nas verbas para as federais chega dentro de um quadro em que houve mais gastos com a expansão de vagas, sem que os recursos aumentassem na mesma proporção.

A retomada do ensino presencial durante a pandemia de Covid-19 agrava ainda mais a situação: reitores preveem gastos mais altos com a compra de equipamentos de proteção, reforços nas equipes de limpeza e adaptações nas salas de aula e nos sistemas de ventilação.

Nessa última segunda (10) o Ministério da Educação disse que, dos R$ 4,2 bilhões que podem sair do orçamento do ano que vem, R$ 1 bilhão deixará as mãos das universidades e R$ 434,3 mil, dos institutos federais. O número de matriculados nessas instituições totaliza 1,2 milhão de estudantes.

O MEC ainda não detalhou quais serão outras áreas (educação básica, por exemplo) e programas atingidos pelos outros R$ 2,75 bilhões restantes do total de R$ 4,2 bilhões que deixariam o orçamento.

As reduções ocorrerão nas despesas discricionárias – aquelas que não são obrigatórias e podem, por lei, serem remanejadas. São despesas como água, luz, contratação de terceirizados (limpeza e segurança, por exemplo), obras e reformas, compras de equipamentos, realização de pesquisas e até a assistência estudantil. Os cortes não afetam as despesas obrigatórias, como salários de funcionários e aposentadorias, que fazem do orçamento dessas instituições.

“Estamos há três anos com o orçamento nominalmente congelado. As despesas têm ajustes anuais. Além disso, o corte ocorre em um ano que deveria ter aumento de recursos. As aulas vão voltar com álcool em gel, sabão, papel, equipamentos de proteção. Será preciso mexer na estrutura da universidade para garantir o distanciamento. Haverá gastos no pós-pandemia”, afirma Edward Madureira Brasil, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que representa 68 universidades federais.

“Todas as gorduras que tínhamos para eliminar – vigilância, diárias, estágios, visitas técnicas – nós tivemos que reduzir nesses últimos anos. Não tem a menor chance de conseguirmos tocar as instituições. É uma situação grave, gravíssima”, afirma Jadir Jose Pela, presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que representa 653 campi universitários pelo Brasil.

Em nota (veja íntegra mais abaixo) sobre a previsão do corte de R$ 4,2 bilhões, o MEC diz que “a Administração Pública terá de lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos”.

Declara também que “liberou recursos adicionais para as universidades voltados a projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras”.

Sem proteção para a volta às aulas

Segundo o MEC, a crise econômica causada pela pandemia provocou a redução na arrecadação e, consequentemente, no orçamento.

Por outro lado, segundo as universidades, a Covid-19 trará aumento nos gastos do ensino superior quando as aulas presenciais forem retomadas.

Para Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as consequências para a reabertura serão “desastrosas”.

“Os gastos com assistência estudantil aumentaram” já com o ensino remoto, diz Raupp. Segundo ele, na volta às aulas presenciais, ainda haverá as despesas com equipamentos de proteção individual (EPIs) e com os cuidados sanitários.

“Há estimativas de que os gastos para a retomada, só em limpeza, podem ser de 30% a 50% maiores. Estamos arcando sozinhos com os custos e, agora, ainda somos surpreendidos com a redução para 2021”, afirma Raupp.

“Um retorno presencial sem vacina fica praticamente impossível, porque não teremos como investir em protocolos seguros para o retorno”, avalia Eduardo Raupp, pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ.

Na Universidade de Brasília (UnB), a preocupação com os cortes também é maior por causa da volta às aulas. “A instituição busca viabilizar a aquisição de insumos, como álcool gel e equipamentos de proteção individual, além de garantir a inclusão digital efetiva dos estudantes em situação de vulnerabilidade econômica”, afirma, em nota.

“Quando houver a retomada de atividades presenciais, os desafios serão ainda maiores. A instituição terá de adequar sua infraestrutura, para assegurar ventilação e distanciamento social”, diz.

‘Insustentável’

De acordo com Raupp, pró-reitor da UFRJ, todos os programas (assistência estudantil, bolsas de iniciação científica, atividades de extensão e de monitoria) e atividades essenciais (limpeza, manutenção, segurança e investimentos em infraestrutura) poderão ser afetados.

“A universidade terá de suspender serviços e encerrar atividades. A UFRJ teria uma redução de R$ 70 milhões, em termos nominais, sem a correção da inflação. Nosso orçamento que, antes, só cobria 10 meses por ano, não chegará nem à metade”, afirma. “Teremos de fazer cortes drásticos, justamente quando a sociedade mais precisa dos nossos serviços.”

O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, informa que o corte previsto na instituição será de R$ 30 milhões, equivalente a 18,32% do orçamento de 2020. “É um corte inaceitável e insustentável para as universidades”, diz.

Congresso pode alterar

Por enquanto, o corte é uma previsão – faz parte do Ploa (Projeto de Lei Orçamentária Anual), elaborado pelo Ministério da Economia. É um plano de como o governo planeja gastar o dinheiro no ano seguinte: estabelece, por exemplo, qual a quantia direcionada a cada área da educação. Depois, essa proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Como o projeto ainda não foi votado pelo Legislativo, pode ser que sofra alterações. Entidades representativas das universidades e institutos federais de ensino, como Andifes e Conif, afirmam que vão tentar reverter o corte no Congresso, durante a tramitação do orçamento.

Marcelo Carneiro Leão, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), prevê que será uma “batalha” no Congresso.

“Temos de mobilizar a bancada de deputados federais de Pernambuco”, diz. “Caso seja aprovado, esse corte vai representar menos R$ 16 milhões ou R$ 17 milhões para a universidade. Isso significa que as atividades ficariam inviabilizadas”, completa.

A pró-reitoria da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) também informou que tentará evitar os cortes. “A administração geral da universidade atuará junto à bancada capixaba para tentar reverter isso”, afirma o órgão.

O que diz o MEC

Questionado especificamente sobre o corte nas universidades e institutos federais de ensino, o MEC não respondeu até a publicação desta reportagem.

Sobre o corte no orçamento geral da pasta, o ministério enviou a seguinte nota:

“O Ministério da Educação informa que, conforme Referencial Monetário recebido pelo Ministério da Economia, a redução de orçamento para suas despesas discricionárias foi de 18,2% frente à Lei Orçamentária Anual 2020 sem emendas. Esse percentual representa aproximadamente R$ 4,2 bilhões de redução.

É importante ressaltar que houve um simples ajuste de despesa, no qual os recursos que estavam sob o controle do Ministério da Saúde (R$ 278,8 milhões), para Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), foi alocado no MEC. Tendo em vista a peculiaridade dessa transferência e a finalidade específica do gasto (que estava comportado no orçamento do Ministério da Saúde), não se contabiliza nos números acima essa realocação.

A redução do orçamento é apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, a ser encaminhado ao Congresso Nacional pela Presidência da República ainda este ano.

A redução para as universidades federais será a mesma aplicada para o MEC nas suas fontes do tesouro, ou seja, 18,2%. Isso representa aproximadamente R$ 1 bilhão. Ressalta-se que as fontes próprias das universidades dependem do potencial arrecadador e da estimativa apresentada por cada universidade em separado. Dessa forma, não houve corte para as receitas próprias por parte do MEC.

Em razão da crise econômica em consequência da pandemia do novo coronavírus, a Administração Pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos e na priorização das despesas.

Objetivando minimizar o impacto da redução do orçamento para 2021, além da liberação de 100% dos recursos alocados diretamente nas universidades federais na LOA de 2020, o MEC liberou recursos adicionais para as universidades voltados à projetos de redução de despesas como, por exemplo, painéis fotovoltaicos, vigilância eletrônica, conclusão de obras para redução de aluguéis, ações de inovação, combate à pandemia da Covid-19, conectividade à internet, entre outras, que totalizaram aproximadamente R$ 450 milhões.”

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Câmara de Uberaba aprova inserção da Embrapa e da Epamig no Conselho Municipal de Inovação

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Segundo gestora do Parque Tecnológico, empresas precisavam participar do CMI devido ao importante trabalho que realizam dentro do agronegócio.

Reunião ordinária da Câmara de Uberaba do dia 10 de agosto — Foto: Rodrigo Garcia/Câmara Municipal de Uberaba

Durante a primeira reunião ordinária de agosto, realizada na segunda-feira (10), a Câmara Municipal de Uberaba aprovou a inserção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no Conselho Municipal de Inovação (CMI).

O projeto, encaminhado pelo Executivo, trata sobre a concessão de incentivos à ambientes de inovação, atividades tecnológicas e ações de inovação. Não houve nenhum voto contrário.

Ainda de acordo com a proposta, alteração era necessária porque Uberaba é um polo na agropecuária nacional, além de polo do gado zebu e, com a crescente demanda por inovação nessa área, precisavam inserir no Conselho pessoas da sociedade civil que atuam nesse setor..

Segundo a gestora do Parque Tecnológico, Raquel Resende, a Embrapa e a Epamig precisavam ser inseridas devido ao importante trabalho que realizam, sendo que não havia nenhuma importante entidade no Conselho ligada ao agronegócio.

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Ossada humana é encontrada dentro de canal em Governador Valadares

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Ossada humana é encontrada dentro de canal em Governador Valadares

Bombeiros fizeram resgate de corpo dentro de canal — Foto: Caio Mourão/Inter TV dos Vales

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados na manhã desta terça-feira (11) após moradores do bairro Nossa Senhora das Graças localizarem uma ossada humana dentro de um canal na avenida Presidente Tancredo Neves.

O resgate do corpo chamou a atenção de quem passava pelo local. Motoristas estacionaram os veículos próximo à via para acompanhar o trabalho dos bombeiros.

De acordo com testemunhas, o cadáver estava sem as mãos e sem os pés. O Corpo de Bombeiros não confirmou o sexo da vítima, pois o estado de decomposição estava bem avançado.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

Resgate do corpo chamou atenção de quem passava pelo local — Foto: Caio Mourão/Inter TV dos Vales

Resgate do corpo chamou atenção de quem passava pelo local — Foto: Caio Mourão/Inter TV dos Vales

 

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Ônibus adaptados para prevenir coronavírus entram em operação no RS

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Três fileiras de poltronas, desinfecção de ar e esterilização automática de banheiros estão entre as tecnologias implementadas nos modelos Biosafe, desenvolvidos pela empresa Marcopolo.

Poltronas individuais e separadas por cortinas de tecido antibacteriano são usadas no ônibus — Foto: Divulgação/Ouro e Prata

Acontece nesta terça-feira (11) a primeira viagem do ônibus Biosafe, com adaptações para prevenir o contágio do coronavírus, criado pela Marcopolo, empresa com sede em Caxias do Sul, na serra gaúcha.

A viagem será operada pela Viação Ouro e Prata, com trajeto de Porto Alegre até Santa Rosa. Conforme a empresa, a Ouro e Prata é a primeira do país a incluir o Biosafe em sua frota.

O ônibus sai às 18h30 da Capital, passando por Cruz Alta, Ijuí e Santo Ângelo, até chegar a Santa Rosa. A passagem custa R$ 165, o que, segundo a empresa, é o mesmo valor da passagem executiva em um ônibus comum.

A Ouro e Prata ainda conta com um segundo ônibus Biosafe, que fará o trajeto de Porto Alegre a Santana do Livramento, passando por Bagé e Dom Pedrito, em data ainda a ser confirmada.

Tecnologia ultravioleta desinfecta o ar dentro dos ônibus Biosafe — Foto: Divulgação/Ouro e Prata

Tecnologia ultravioleta desinfecta o ar dentro dos ônibus Biosafe — Foto: Divulgação/Ouro e Prata

Bancos separados e desinfecção do ar

Para garantir o distanciamento entre os passageiros, o Biosafe tem três fileiras com uma poltrona, no lugar das duas fileiras com dois lugares cada, totalizando 46 poltronas, pelos modelos tradicionais de ônibus do mercado. São ofertados 33 lugares, com poltrona semileito e serviço executivo.

Entre as fileiras, foram instaladas cortinas feitas de material antimicrobiano, e luzes acionadas por sensor.

“Em razão da pandemia, buscamos parceria com a Marcopolo para apresentar um ônibus que se diferencie em relação ao conforto, distanciamento dos passageiros e, especialmente, itens que contribuam para a redução ao máximo os riscos de contaminação pelo coronavírus”, afirma o diretor de operações da Ouro e Prata, Carlos Bernaud.

Um sistema de radiação UV-C faz a desinfecção do ar e de superfícies do aparelho de ar condicionado do ônibus. Conforme a empresa, dessa forma são eliminados vírus e bactérias.

Os sanitários também são higienizados pela radiação ultravioleta, que é automático após o uso, ou seja, não precisa de acionamento.

Primeiro ônibus a entrar em operação fará a linha Porto Alegre - Santa Rosa — Foto: Divulgação/Ouro e Prata

Primeiro ônibus a entrar em operação fará a linha Porto Alegre – Santa Rosa — Foto: Divulgação/Ouro e Prata

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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

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