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Aconteceu

Médica orienta equipe a segurar alta de pacientes por causa de voto

Reprodução

Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) por orientar funcionários da enfermaria a não conceder alta a pacientes durante o fim de semana das eleições.

A justificativa usada pela profissional foi a suposta preferência política das pacientes, afirmando que a maioria seria simpatizante do Partido dos Trabalhadores.

A orientação aconteceu na tarde de sexta-feira (2/10), em um grupo de WhatsApp dos profissionais da saúde da unidade. A médica pediu que quem estivesse de plantão no sábado e domingo não liberasse alta a ninguém, alegando razões partidárias.

A mensagem provocou reações imediatas entre os membros do grupo, com ao menos doze pessoas respondendo com emojis e comentários que indicavam aprovação. Dois colaboradores responderam diretamente, um concordando aos risos e o outro com emojis de gargalhada.

Desde a noite anterior, a médica já havia feito referências políticas no grupo, mencionando o número 22, referente à candidatura do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), prometendo nota máxima no rodízio de medicina para quem votasse no candidato.

A denúncia foi protocolada no MPF pelo advogado Alan Henrique Silva Marques. O conteúdo das conversas foi repassado por um interno de medicina que preferiu não se identificar.

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