O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) promoveu nesta sexta-feira (29) o II Seminário de Validação da Escala Brasileira de Insegurança Hídrica, em Brasília. O objetivo é criar um método para identificar os níveis de insegurança no acesso à água no Brasil e ajudar a formular políticas públicas eficientes para garantir o direito à água.
No seminário, foram ressaltados três pontos principais da segurança da água: disponibilidade, acessibilidade e uso, que estão ligados diretamente ao bem-estar, saúde e segurança alimentar das famílias. O evento também destacou a importância de medir as dificuldades das pessoas em obter água de boa qualidade.
Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, relacionou a ação ao Plano Brasil Sem Fome e aos avanços com o retorno do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) em 2023. Ela enfatizou que diminuir a insegurança alimentar é uma tarefa constante e deve estar sempre na agenda política do país.
Valéria afirmou que a escala de insegurança hídrica poderá direcionar políticas públicas e fortalecer o direito humano à alimentação adequada. O trabalho é uma parceria entre a Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
A metodologia usada é parecida com a da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e Nutricional (EBIA), que avalia o acesso das famílias à alimentação e detecta diferentes níveis de segurança alimentar. Ana Maria Segall, coordenadora do grupo que desenvolveu a EBIA, afirmou que o novo instrumento dará visibilidade às dificuldades no acesso à água de qualidade e ajudará a criar políticas públicas para garantir esse direito. Ela também ressaltou a conexão entre segurança alimentar e segurança da água.
