O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) iniciou nesta terça-feira, 24 de fevereiro, um treinamento nacional para agentes estaduais do Protocolo Brasil Sem Fome. O objetivo é preparar os profissionais para dar apoio técnico e institucional em 500 cidades brasileiras que têm mais famílias enfrentando graves problemas de falta de alimentos, fortalecendo o trabalho conjunto das redes locais.
O curso, que vai até quinta-feira, 26 de fevereiro, destaca a importância de unir as políticas públicas dentro do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Essa estrutura ajudou o Brasil a sair do Mapa da Fome em 2014 e novamente em 2025. Estão participando 47 agentes de 23 estados, que vão alinhar as ações técnicas entre a União e os estados, definindo diretrizes, responsabilidades e procedimentos.
O Protocolo Brasil Sem Fome organiza o processo para identificar, atender e acompanhar as pessoas em risco de insegurança alimentar, juntando as redes de saúde, assistência social e segurança alimentar e nutricional. Segundo Leonardo Rauta Martins, gerente de projetos da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome (SECF) do MDS, o treinamento é fundamental para transformar as diretrizes em ações concretas. “Um trabalho qualificado fortalece as redes locais de proteção social e melhora o atendimento às famílias com falta de alimento, oferecendo respostas coordenadas e eficazes para garantir o direito humano à alimentação adequada”, disse ele.
Esta ação faz parte do compromisso do Governo Federal em apoiar os 500 municípios prioritários, conforme o indicador CadInsan. Entre as medidas, estão a designação de agentes articuladores para trabalhar nas Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisans) nos estados. Esses profissionais vão dar suporte direto às cidades que aderirem ao Protocolo, ajudando a mobilizar as Caisans municipais, formar equipes locais e organizar os processos de atendimento, com acompanhamento contínuo e troca de experiências.
O prazo para que as cidades se inscrevam no Protocolo termina em 13 de março. Podem participar os 500 municípios listados no Anexo I da Portaria nº 1.148, desde que estejam em estados que já formalizaram a adesão. Até agora, os estados participantes são: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

