Gabriel Gama
Folhapress
A Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) parou de permitir que o Santuário de Elefantes Brasil receba novos elefantes. Essa decisão aconteceu depois de algumas mortes que ocorreram lá recentemente.
Entre 2019 e 2025, quatro elefantes morreram menos de um ano depois de chegarem ao santuário, segundo informações do site da instituição. O lugar é conhecido por cuidar de elefantes que viveram muito tempo em cativeiro.
A Sema enviou a notificação no dia 23, uma semana depois da morte da elefanta Kenya, que tinha sido levada para lá em julho de 2025. O santuário tem agora 60 dias para entregar documentos pedidos pela Sema, que cuida das licenças para essas atividades.
O santuário respondeu dizendo que recebeu a decisão com calma e responsabilidade. Eles disseram que cuidam dos elefantes há mais de dez anos e nunca tiveram problemas sérios com os órgãos ambientais.
A Sema afirmou que o santuário tem licença válida, mas a suspensão vai continuar enquanto analisam se eles estão seguindo as regras de saúde e cuidado dos animais.
O santuário disse que esses cuidados já foram aprovados pela Sema e que está enviando os documentos pedidos. Eles acreditam que, após essa análise, a suspensão será retirada.
Enquanto isso, o santuário continua cuidando bem dos elefantes que já estão lá, incluindo alimentação e cuidados veterinários.
O santuário afirmou que confia na análise técnica e valoriza a transparência. Porém, não quis mostrar para a Folha os laudos das autópsias dos elefantes que morreram.
A instituição também disse que percebe muita desinformação espalhada, às vezes com a intenção de prejudicar a reputação do santuário e seu trabalho ético, que é contra a exploração comercial dos animais em cativeiro.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) está investigando as mortes.
O Ibama informou que ainda não é possível dizer se os elefantes morreram por maus-tratos ou cuidados errados. Mas que está acompanhando o caso com atenção.
Segundo o Ibama, a palavra “santuário” não é oficial na legislação ambiental do Brasil e geralmente é um nome usado para lugares que cuidam de animais em cativeiro.
No caso do santuário, ele é classificado como um criadouro científico onde os elefantes não são explorados comercialmente, segundo o Ibama.
