Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, manifestou-se neste sábado (3/1) reafirmando que, apesar das inúmeras razões para condenar o governo autoritário de Nicolás Maduro, a soberania dos países é um direito inviolável e deve ser respeitada independentemente do tamanho ou localização do território.
Segundo Le Pen, abrir mão da soberania nacional representa um risco gravíssimo para a humanidade.
Ela destacou que há muitas justificativas para criticar o regime de Maduro, apontando que o líder venezuelano impôs um regime comunista e autoritário que mergulhou milhões de venezuelanos na pobreza e os obrigou, em muitos casos, a buscar exílio.
A parlamentar defende que a decisão sobre o futuro da Venezuela deve ser tomada por seu povo de maneira livre e soberana.
“Cabe à população venezuelana definir seu próprio destino como nação”, ressaltou Le Pen em suas redes sociais.
Na manhã deste sábado, os Estados Unidos realizaram uma operação militar na Venezuela, prendendo Maduro e sua esposa Cilia Flores. Segundo informações oficiais, o casal está sendo levado para Nova York. A ação foi justificada pelos EUA sob a acusação de que Maduro estaria envolvido com redes de narcotráfico.
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também repudiou a iniciativa, qualificando os bombardeios e a prisão como uma violação grave da soberania venezuelana, além de um precedente preocupante para a comunidade internacional.
Ele alertou que tais atos remetem a interferências passadas na América Latina e no Caribe, ameaçando a manutenção da região como um espaço de paz.
Além disso, tanto a Organização das Nações Unidas (ONU) quanto a União Europeia (UE) se posicionaram contrariamente à intervenção dos EUA, enfatizando a importância do respeito ao direito internacional e à autodeterminação dos povos.
