María Corina Machado retornou à Venezuela no domingo (25/10) depois de quase um ano no exílio. Ela estava no Panamá desde que fugiu do país em dezembro de 2025. Em uma postagem na rede social X, Machado afirmou: “Estou aqui. Com vocês”.
O partido Vente Venezuela, do qual é líder, confirmou sua chegada nas redes sociais, afirmando que María Corina pisa novamente em solo venezuelano e que sua volta representa o reencontro das famílias que em breve estarão unidas no país.
Machado deixou a Venezuela no ano anterior, saindo clandestinamente para a Noruega, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Após a cerimônia, iniciou seu exílio. Antes da saída, ela viveu escondida devido às perseguições do governo chavista, principalmente após a polêmica eleição presidencial de 2024.
Cerca de um mês após sua fuga, os Estados Unidos capturaram o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores. No entanto, apesar da queda de Maduro, María Corina teve pouco espaço no processo político que se seguiu, pois o governo de Donald Trump passou a apoiar a presidente interina, Delcy Rodríguez.
Delcy Rodríguez alinhou-se aos interesses norte-americanos e atendeu várias exigências de Washington, incluindo abrir o setor petrolífero venezuelano para empresas dos EUA.
A volta de María Corina Machado ocorre no momento em que as discussões e negociações entre o governo interino da Venezuela e a oposição estão em andamento.


