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quarta-feira, 04/03/2026

Março termina o verão com calor e chuvas irregulares no Brasil

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Em Brasília

Março de 2026 marca o fim do verão no hemisfério Sul, que termina às 11h45 do dia 20, quando começa o outono, que vai até 21 de junho. Mesmo com a mudança da estação, o mês ainda terá calor forte e sensação de ambiente abafado na maior parte do Brasil, devido à grande energia térmica acumulada no verão.

Climatologicamente, março é um período de transição nas chuvas. As chuvas continuam frequentes em quase todo o país, mas em menor quantidade e regularidade comparado aos meses anteriores. Regiões como Centro-Oeste, Sudeste e sul da Região Norte tendem a ter menos chuva que no pico do verão. Por outro lado, partes do Norte e Nordeste, como Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, terão uma das épocas mais chuvosas do ano.

No oceano, março marca o fim do fenômeno La Niña, que esteve fraco desde a primavera de 2025. O Pacífico Equatorial passa a ficar neutro, sem La Niña ou El Niño. Meteorologistas observam um El Niño costeiro no litoral do Peru e do Equador, que pode causar aquecimento no centro-sul do Brasil, afetando especialmente São Paulo. Um novo El Niño clássico deve surgir apenas no final do inverno de 2026.

Chuvas continuam irregulares, mas com episódios fortes

No começo de março, há um sistema chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que causa chuvas contínuas e temporais no Centro-Oeste, Sudeste, Norte e partes do Nordeste. No final do mês, pode haver outro evento de chuva concentrado no norte do Centro-Oeste e do Sudeste.

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) está ativa no extremo norte do Brasil, porém menos forte que o normal, o que diminui as chuvas em áreas do norte do Amapá, Pará, Maranhão e Piauí. A combinação entre ZCIT, ZCAS e outros sistemas pode causar chuvas elevadas no Nordeste, Espírito Santo, Minas Gerais, Amapá e Roraima.

Ao final de março, a maior parte do Brasil terá chuvas próximas ou um pouco abaixo da média, com déficit no Amazonas e Pará, mas partes do Nordeste e Sudeste podem ter mais chuva que o habitual.

Calor predomina e frio intenso não deve ocorrer

As temperaturas permanecem altas em quase todo o país durante março. Na primeira semana, o calor acima do normal é sentido no Sul, Mato Grosso do Sul e áreas de São Paulo, mas as madrugadas ficam menos abafadas. Não há previsão de massas de ar polar que causem frio grande no interior do Brasil.

Frentes frias que passam pelo oceano podem trazer temperaturas mais amenas em áreas litorâneas e regiões próximas, como o leste do Sul, sul e leste paulista, Sul de Minas, Zona da Mata Mineira, Rio de Janeiro e Espírito Santo, especialmente em dias nublados.

A tendência é que as temperaturas fiquem próximas ou levemente acima da média na maior parte do país. Pode haver ondas de calor no Sul, oeste e sul de Mato Grosso do Sul e oeste paulista. Já o excesso de nuvens e chuva deve manter os termômetros mais baixos em partes do Nordeste e em Roraima.

Mesmo com a chegada do outono, março reforça que o verão ainda influencia o Brasil, trazendo calor, instabilidade e eventos climáticos extremos em algumas regiões.

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