Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou neste sábado que os EUA não ajudaram Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil.
Segundo Rubio, o senador já possuía um visto para entrar no país norte-americano, e a permissão para sua entrada foi decisão do presidente dos EUA, sem envolvimento do governo em sua saída do Brasil.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil dois dias após as eleições presidenciais, visitando seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Após o encontro, ele foi informado que a Polícia Federal aguardava para recolher seus passaportes, tanto o pessoal quanto o diplomático utilizado para entrar nos EUA.
Rubio ainda destacou que o presidente dos EUA autorizou a entrada do senador através de uma ‘parole’, uma espécie de liberdade incondicional para entrar no país.
Embora negue ajuda direta do governo, um funcionário da Casa Branca assumiu ter organizado o jato particular usado por Flávio Bolsonaro para a viagem.
Para chegar aos EUA, Flávio cruzou a fronteira terrestre com a Argentina e voou em um avião particular até Miami, passando por uma escala no Equador. A Polícia Federal confirmou que não há registro de sua saída pelos postos oficiais do Brasil e investiga o descumprimento da ordem judicial que proíbe sua viagem.
A ordem de cancelar os passaportes de Flávio Bolsonaro foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após suspeitas de que o senador poderia fugir do país.
Flávio é investigado por suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de outras investigações ligadas a fraudes e financiamento de filme político.

