Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos e aliado próximo de Donald Trump, foi um dos parlamentares que recomendou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, para o Prêmio Nobel da Paz. A indicação foi formalizada em uma carta encaminhada ao Comitê Norueguês em 26 de agosto de 2024, assinada por senadores dos EUA, incluindo Rubio, que representava a Flórida.
A carta ressalta a firmeza de Corina Machado diante das adversidades, especialmente as restrições impostas pelo governo de Maduro que a impediram de participar das eleições presidenciais de 2024. Os senadores também destacaram sua habilidade em organizar e liderar protestos pacíficos contra o regime venezuelano e sua dedicação à defesa dos direitos humanos.
O documento afirma: “Acreditamos firmemente que a liderança valente e altruísta de María Corina Machado, bem como sua incansável busca pela paz e pelos valores democráticos, justificam sua indicação para este prestigiado prêmio. Seu trabalho evidencia a necessidade urgente de solidariedade internacional contra o autoritarismo agressivo, além de exemplificar o impacto da coragem individual na luta por justiça.”
Marco Rubio tem sido uma peça-chave na diplomacia do governo Trump, especialmente em negociações internacionais, incluindo com o Brasil. Após sua nomeação como secretário de Estado, ele também apoiou Donald Trump na busca pelo Nobel da Paz.
Os senadores pedem ao Comitê Norueguês que reconheça as valiosas contribuições de María Corina Machado e a premie merecidamente.
María Corina Machado, nascida em 1967 na Venezuela, é uma das principais líderes da oposição ao regime de Nicolás Maduro e foi nomeada vencedora do Nobel da Paz de 2025 pelo Comitê Norueguês do Nobel, sediado em Oslo.
O comitê destacou que ela ganhou o prêmio pelo seu trabalho incansável na defesa dos direitos democráticos do povo venezuelano e na promoção de uma transição pacífica do regime autoritário para a democracia. Segundo a premiação, “María Corina Machado mantém viva a esperança democrática mesmo diante do cenário atual sombrio.”
A líder oposicionista enfrentou represálias, inclusive tendo sido detida após participar de um protesto. Em resposta aos relatos sobre sua prisão, a emissora estatal teleSUR divulgou um vídeo onde Machado nega ter sido detida e informa que está bem, embora o contexto e as circunstâncias da gravação não tenham sido esclarecidos.
