Na capital da Venezuela, Caracas, um grupo de manifestantes pró-governo reuniu-se na Praça Diego Ibarra para reivindicar a soltura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram detidos em 3 de janeiro após uma intervenção militar conduzida pelos Estados Unidos.
Durante o ato, os manifestantes formaram, com velas acesas, a frase “Libertem Maduro e Cilia”, como forma de expressar seu apoio e pedir a libertação do casal. O protesto, amplamente divulgado, teve apoio da presidente interina Delcy Rodríguez, que destacou a necessidade de paz e união para o bem do povo venezuelano.
Essa ação faz parte de uma mobilização contínua que inclui movimentos sociais e jovens apoiadores do governo, contra o que qualificam como intervenção estrangeira e uma violação do direito internacional.
Contexto da captura
- Nicolás Maduro e Cilia Flores foram capturados após tropas americanas invadirem um local de segurança no país, desencadeando um confronto com soldados estrangeiros.
- Posteriormente, foram transportados para um navio militar dos Estados Unidos e levados a julgamento em Nova York, enfrentando acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
Reação interna
A praça Diego Ibarra tornou-se símbolo da resistência contra a intervenção externa, com jovens reafirmando seu compromisso pela soberania nacional.
Além disso, alguns prisioneiros políticos foram libertados como parte de uma iniciativa do governo para promover a paz, enfatizando que a decisão foi unilateral, sem negociações externas.
Esse movimento reflete uma tensão contínua na Venezuela, entre a defesa da integridade nacional e os desafios impostos por ações internacionais.
