FOLHAPRESS
Um grupo de manifestantes da UJR (União da Juventude Rebelião) realizou uma manifestação nesta quinta-feira (26) em frente à Secretaria de Educação de São Paulo, no centro da cidade, reclamando da ação da Polícia Militar que na madrugada do mesmo dia retirou estudantes do prédio à força.
Os manifestantes também criticam as políticas educacionais do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eles pedem o fim da obrigatoriedade do uso de plataformas digitais no ensino, o encerramento das escolas cívico-militares e melhorias na infraestrutura das escolas.
A manifestação começou em frente ao Theatro Municipal de São Paulo e depois seguiu até a Secretaria de Educação, localizada na Praça da República. Cerca de 50 pessoas participaram do protesto.
Os cartazes mostrados pelos manifestantes denunciavam problemas como falta de água nas escolas e o calor excessivo nas salas de aula. Também criticaram as plataformas digitais usadas pela gestão de Tarcísio de Freitas. Algumas das frases eram: “Sem água, sem aula”, “Sala de aula não é sauna” e “Sala sem futuro”.
Na madrugada desta quinta-feira, a Polícia Militar entrou na Secretaria de Educação para retirar os estudantes que estavam no local desde a tarde de quarta-feira (25). Eles queriam uma reunião com o secretário de Educação, Renato Feder.
Na quarta-feira, policiais e representantes da Secretaria tentaram negociar para que os estudantes saíssem, mas eles recusaram. Por volta das 2h da manhã, a PM arrombou a porta onde eles estavam e usou spray de pimenta para dispersá-los, segundo vídeo gravado pelos manifestantes.
Alguns estudantes começaram a passar mal e ameaçaram sair, mas os policiais continuaram a usar spray de pimenta, conseguiram entrar na sala, rendendo os jovens. Eles foram levados para o 2º DP (Bom Retiro).
Segundo a Secretaria da Educação, o secretário-executivo, Vinicius Neiva, tentou várias vezes organizar uma negociação, já que Renato Feder estava em viagem na tarde de quarta.
A Secretaria de Segurança Pública informou que no local estavam 21 estudantes, entre adultos e menores. Após serem retirados, todos foram ouvidos e liberados. “Ninguém ficou ferido. A perícia foi acionada, e o caso registrado como dano”, disse nota da pasta.

