Sindicatos e grupos sociais organizaram um protesto na tarde desta segunda-feira (5) em São Paulo, em frente ao Consulado dos Estados Unidos, para exigir que Nicolás Maduro seja libertado imediatamente. O protesto aconteceu após um suposto ataque dos EUA contra a Venezuela no sábado (3), que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Participaram do ato representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Eles defenderam a independência da Venezuela e protestaram contra a interferência dos EUA. A estudante Bianca Mondeja, da UNE, falou sobre a importância de apoiar o povo venezuelano e sua autonomia. A professora Luana Bife, da CUT, criticou o governo dos EUA por prejudicar a estabilidade social e econômica da Venezuela. Gilmar Mauro, do MST, destacou que a soberania do continente está em risco e exigiu a libertação de Maduro, apontando que cerca de 60 membros do MST estão na Venezuela e que haverá novas manifestações populares.
No Tribunal Federal de Manhattan, em Nova York, Nicolás Maduro negou as acusações de tráfico de drogas e terrorismo, dizendo ser um “prisioneiro de guerra” e um homem honesto. Depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu país governaria a Venezuela até uma transição de poder ser concluída.
No Conselho de Segurança da ONU, representantes da China e Rússia condenaram o ataque e pediram a imediata libertação de Nicolás Maduro e sua esposa. Os EUA rejeitaram a acusação de guerra ou ocupação, com o embaixador Michael Waltz dizendo que a ação foi legal, não militar. O embaixador brasileiro Sérgio França Danese alertou que a paz na América do Sul está ameaçada.
Na Venezuela, Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente, assumiu interinamente a presidência do país, tornando-se a primeira mulher a liderar o Executivo venezuelano. Indicada pelo Supremo Tribunal para um mandato de 90 dias renovável, foi reconhecida pelo Exército e pela Assembleia Nacional. Ela pediu a libertação de Nicolás Maduro, a quem chamou de “único presidente da Venezuela”, e condenou a operação militar dos Estados Unidos.
