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domingo, 31/08/2025

Malafaia diz que Moraes pode ser preso, não só sofrer impeachment

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O pastor Silas Malafaia declarou nesta quinta-feira (14/8) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes poderá ser preso, além de enfrentar um processo de impeachment. O ministro é responsável por inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e líderes da oposição, grupo ao qual Malafaia está ligado.

Alexandre vai para a prisão, não é só impeachment. Ele cometeu crimes e deve ser responsabilizado dentro do Estado Democrático de Direito”, afirmou Malafaia ao Metrópoles, após divulgar um vídeo criticando Moraes. No vídeo, o pastor critica o tenente-coronel Mauro Cid, afirmando que a delação do ex-assessor de Bolsonaro deveria ser anulada por desrespeitar regras, além do vazamento de conversas de ex-assessores do ministro.

Malafaia ressaltou que, após o acordo, o delator não pode comentar o conteúdo da delação. “O coronel Cid, usando a rede social da esposa, põe em dúvida a própria delação, dizendo que Alexandre Moraes age como um cão de guarda sem se importar com provas, que é protegido pelo STF, que o delegado federal tentou induzi-lo e inserir palavras em sua boca, e que jamais afirmou que Bolsonaro teria dado um golpe”, explica o pastor no vídeo.

O ministro enfrenta um pedido de impeachment da oposição no Senado, protocolado após determinar prisão domiciliar ao ex-presidente Bolsonaro. No entanto, não há previsão de votação da medida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo Malafaia, Moraes escolheu não anular a delação de Cid porque a acusação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria baseada em informações falsas do tenente-coronel. Após o vazamento das conversas, o ministro recusou anular o depoimento alegando que tais pedidos são “irrelevantes, desnecessários ou protelatórios”.

Na delação, Cid disse ter participado de uma reunião com o general Walter Braga Netto, que foi vice na chapa de Bolsonaro em 2022 e ocupou os cargos de ministro da Defesa e da Casa Civil, para discutir o chamado plano “Punhal Verde e Amarelo”. Também relatou que o militar teria entregado dinheiro para financiar operações relacionadas ao suposto golpe de Estado.

Malafaia também afirmou que um ex-assessor de Moraes, Eduardo Tagliaferro, era chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação do TSE e figura de confiança do ministro. Ele fornecia informações aos assessores de Moraes no STF, à chefe de gabinete Cristiane Cosa Rara e ao juiz auxiliar, detalhando quem eram certas pessoas, de acordo com Malafaia.

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