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quinta-feira, 29/01/2026

Mais resgates de trabalho escravo em 2025 foram em áreas urbanas

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Em Brasília

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou que em 2025, 2.772 pessoas foram libertadas de situações de trabalho que são iguais à escravidão. Pela primeira vez, a maioria dessas pessoas, 68%, trabalhavam em cidades.

Shakti Borela, coordenadora-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravidão e do Tráfico de Pessoas, explicou: “O trabalho escravo moderno não acontece só em um tipo de trabalho. Antes, era mais comum em áreas rurais, mas em 2025 mais trabalhadores foram libertados nas áreas urbanas.”

A construção civil teve mais casos, com 601 resgates em obras de alvenaria e 186 em construções de prédios. Outros setores com muitos casos foram a administração pública, com 304, o cultivo de café, com 184, e a extração de pedras e materiais para construção, com 126 resgates.

A maior parte dos trabalhadores libertados tinha entre 30 e 39 anos, eram homens e tinham pouca escolaridade. Entre eles, 83% se disseram negros (pretos ou pardos).

Para a diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, Dercylete Loureiro, isso mostra histórias de vulnerabilidade que fazem essas pessoas sofrerem condições parecidas com escravidão por muito tempo.

Os estados com mais casos foram Mato Grosso (607), Bahia (482), Minas Gerais (393) e São Paulo (276).

Depois dos resgates, todos os trabalhadores receberam o Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), pago em três vezes com o valor de um salário mínimo, e foram encaminhados a serviços públicos, como assistência social. O Ministério do Trabalho também pagou mais de R$ 9 milhões em direitos trabalhistas que estavam atrasados.

Ao todo, os auditores-fiscais fizeram 1.594 ações de combate ao trabalho escravo em 2025, garantindo direitos a mais de 48 mil trabalhadores.

Quem quiser denunciar casos de trabalho escravo pode fazer isso de forma anônima pela internet, pelo telefone 158 ou pelo Disque 100, sem precisar se identificar.

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