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quarta-feira, 28/01/2026

Mais de 450 mortos em ataque a hospital no Sudão, diz OMS

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Um ataque realizado por rebeldes sudaneses a um hospital na cidade de Fasher resultou em pelo menos 460 mortes, conforme informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 29 de outubro. O grupo paramilitar Forças de Reação Rápida (RSF, na sigla em inglês) é apontado como responsável pelo ataque. Esses rebeldes estão em conflito com o Exército do Sudão há mais de dois anos, e já controlam algumas cidades, incluindo Fasher. Somente no ano de 2023, foram contabilizados 285 ataques contra unidades de saúde, causando mais de 1.200 mortes.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu o massacre ocorrido em Fasher em sessão realizada em 30 de outubro. Tom Fletcher, subsecretário-geral de Assistência Humanitária, descreveu a situação como uma crise humanitária grave, destacando uma falha na proteção e desrespeito ao direito internacional. A ONU ressalta a urgência de um cessar-fogo imediato, acesso humanitário livre e justiça para os afetados.

Contexto do Conflito

Desde abril de 2023, o Sudão está mergulhado em uma guerra aberta após um confronto pelo poder entre as Forças Armadas do Sudão (SAF) e as Forças de Reação Rápida (RSF). O RSF tem origem nas milícias Janjaweed, conhecidas por cometerem graves crimes há 20 anos na região de Darfur. A SAF representa o grupo remanescente do antigo regime militar de Cartum.

Depois da queda do ex-presidente Omar al-Bashir em 2019, essas forças chegaram a compartilhar o poder, mas divergências sobre a incorporação do RSF no exército nacional desencadearam um colapso generalizado no país. O que começou como uma disputa política transformou-se em uma guerra marcada por assassinatos motivados por questões étnicas, cercos urbanos, deslocamentos em massa e fome generalizada.

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