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quarta-feira, 11/02/2026

Mais de 30% dos adultos no DF têm dificuldade para dormir

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Segundo dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), 31,1% dos adultos com mais de 18 anos no DF apresentam problemas para dormir. Além disso, 20% relatam dormir menos de seis horas por noite.

Essas informações foram obtidas pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, em um levantamento que abrange os anos de 2006 a 2024. Desde 2024, tem sido monitorada a duração e a qualidade do sono. O estudo também mostra dados sobre fatores de risco para doenças como pressão alta, diabetes e depressão nas capitais brasileiras e no DF.

A pneumologista Géssica Andrade, do ambulatório do sono do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), destaca que o sono é essencial para a recuperação do corpo. Ela explica que noites mal dormidas causam problemas de concentração, memória e raciocínio, além de aumentar a irritação, ansiedade, estresse e sintomas de depressão. A longo prazo, a falta de um sono adequado desregula hormônios, aumenta o apetite, leva ao ganho de peso, prejudica o controle de açúcar no sangue e pressão arterial, enfraquece o sistema imunológico e causa dores no corpo.

Para melhorar o sono, Andrade sugere manter horários regulares para dormir e acordar, diminuir o uso do celular à noite e evitar bebidas como café, energéticos e álcool perto da hora de dormir. O ambiente deve ser silencioso, escuro e confortável. Fazer exercícios regularmente ajuda, desde que não sejam feitos muito tarde. Ela alerta que ficar preocupado demais com o sono pode piorar o problema.

Se essas dicas não funcionarem, a especialista aconselha procurar a unidade básica de saúde (UBS) da SES-DF, onde o paciente será atendido por uma equipe especializada. Em casos mais difíceis, a pessoa pode ser encaminhada ao ambulatório do sono no Hran. “Dormir bem transforma o dia e, com o tempo, melhora toda a saúde”, afirma Géssica Andrade.

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