Maria Amélia, pré-candidata a deputada federal pelo Partido Liberal (PL) no Distrito Federal, está com o acesso ao Condomínio Mônaco bloqueado, onde mora no Jardim Botânico. A administração do condomínio determinou que ela e o marido, Ronaldo Gonçalves Dias, entrem no local como visitantes porque não apresentaram documentos que comprovem a posse do terreno onde residem há cerca de 16 anos.
A regra, válida desde 2017, se aplica a todos os moradores que têm pendências nos documentos do condomínio. A situação ganhou repercussão após Ronaldo postar vídeos nas redes sociais acusando a síndica, Juliana Porcaro, de perseguição política. Juliana respondeu que age conforme as leis e normas do condomínio, informando que o casal foi notificado em 2018 e no começo deste ano sobre a necessidade de regularizar a documentação.
Conflitos anteriores ocorreram, inclusive proibindo Maria Amélia e Ronaldo de votar na assembleia do condomínio pela falta da documentação. Em uma dessas reuniões, Ronaldo teria ameaçado a síndica.
Confusão
O ponto crítico foi na última quinta-feira, quando uma nova discussão na portaria levou à condução do casal para a Delegacia de Polícia do Lago Sul. Foi registrado boletim de ocorrência por ameaça e dano ao patrimônio, pois o casal não quis fazer o cadastro obrigatório de visitantes e tentou forçar a entrada, chegando a danificar a catraca do condomínio.
Além dos danos materiais, o casal gravou vídeos no terreno da síndica para expor a situação em grupos de mensagens.
A reportagem tentou contato com Maria Amélia, mas não obteve resposta até agora.
Bia Kicis
A discussão ultrapassou o condomínio, com influências políticas do PL. A deputada federal Bia Kicis entrou em contato com a síndica, dizendo que o casal tem a documentação necessária, embora ainda não a tenha apresentado formalmente.
A administração mantém que a questão é apenas documental e que, enquanto os documentos não forem entregues e aprovados, o casal continuará com acesso restrito, como visitantes.
Ronaldo Gonçalves Dias afirmou em redes sociais que já entregou os documentos em gestões anteriores e que ele e a esposa se sentem humilhados por precisarem se identificar como visitantes onde moram há mais de 15 anos.


