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quarta-feira, 11/03/2026




Mães relatam dois casos novos de estupro coletivo no Rio de Janeiro

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Em Brasília

YURI EIRAS
FOLHAPRESS

Duas mães denunciaram à polícia dois novos casos de estupro coletivo, supostamente cometidos pelos mesmos suspeitos envolvidos em um caso de janeiro deste ano, em um prédio de Copacabana, no Rio de Janeiro. As investigações desses relatos estão sob responsabilidade da delegacia competente.

Uma das denúncias refere-se a um abuso ocorrido em 2023, quando a vítima tinha 14 anos. A mãe dessa jovem mencionou três suspeitos, incluindo Matheus Veríssimo Zoel Martins, preso recentemente, e um adolescente de 14 anos na época do crime. Também citou uma pessoa chamada Gabriel, que a polícia está verificando se é João Gabriel Xavier Bertho, também preso.

Segundo o relato, o crime de 2023 teria ocorrido no apartamento de Matheus. A polícia não divulgou a localização exata do imóvel.

O segundo caso foi relatado na última terça-feira (3), pela mãe da vítima, que prestou depoimento na delegacia. Ele teria acontecido em um salão de festas, e a polícia ainda investiga quantos suspeitos participaram, mencionando inicialmente apenas Vitor Hugo.

O delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP, explicou que o modus operandi é semelhante nos casos: o suspeito tinha um relacionamento com a adolescente e a convenceu a ir ao local do crime.

A investigação está no início e é conduzida com técnica rigorosa. Caso outros crimes sejam confirmados, os envolvidos deverão ser responsabilizados.

Também se sabe que em janeiro quatro jovens foram indiciados por estupro coletivo em Copacabana. Um adolescente de 17 anos está sendo investigado separadamente conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos, se entregou à polícia na manhã do dia 3 e foi preso. Pouco depois, João Gabriel Xavier Bertho, também 19 anos, se apresentou. Outros dois acusados, Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos com 18 anos, continuam foragidos.

O grupo está sendo procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro desde a semana passada.

No dia 27, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou os jovens réus pelo crime de estupro qualificado pela vítima ser menor, agravado pela participação de mais pessoas, aumentando a pena prevista entre oito a 12 anos de reclusão.

A defesa de João Gabriel Xavier Bertho, representada pelo advogado Rafael De Piro, nega as acusações. Argumenta que mensagens mostram que a jovem sabia da presença dos outros rapazes e que ela teria consentido inicialmente a presença deles no quarto durante o encontro.

O processo corre em segredo de justiça e as defesas dos demais réus não foram localizadas para comentários.




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