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domingo, 31/08/2025

Mãe e filha são libertas após bilhetes revelarem cárcere privado no Paraná

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Mãe e filha foram mantidas em cárcere privado por dois dias em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, Paraná, até conseguirem pedir ajuda escrevendo bilhetes. Elas jogaram os bilhetes pela sacada do apartamento onde estavam presas, e um dos bilhetes foi encontrado por um vizinho.

Conforme informações da Polícia Civil do Paraná, durante a noite de sexta-feira, 11 de julho, e a madrugada do sábado, 12 de julho, foram escritos quatro bilhetes enquanto o suspeito, conhecido da família, dormia. O homem foi identificado como Glauber Gandra Severino.

Na manhã do sábado, um vizinho achou um dos bilhetes na entrada do prédio, avisou a síndica e a Polícia Militar foi acionada. As vítimas foram resgatadas e o suspeito detido no mesmo dia.

Um dos bilhetes continha a mensagem: “Por favor, nos ajude. Estamos em cárcere privado, eu e a minha mãe. Ajude-nos, pois não posso usar o celular. Avise à síndica. Que a polícia venha e entre pela sacada, sem alarde”.

Segundo relatos das vítimas à polícia, elas conheciam Glauber por ele ter tido um relacionamento com uma prima delas. Ele já morou no mesmo prédio em 2023 e possuía chave de entrada do local.

Glauber Gandra Severino entrou no apartamento na quinta-feira, 10 de julho, após uma das mulheres sair. Durante o cárcere, as vítimas foram amarradas em um quarto.

O crime teve motivação financeira, já que o suspeito afirmou ter perdido o emprego e sabia que as mulheres tinham dinheiro. Ele obrigou as vítimas a preencherem cheques e retirou cartões bancários delas para realizar saques.

Quando a polícia chegou, encontrou as mulheres amarradas com abraçadeiras plásticas, e o responsável havia fugido ao apartamento vizinho. Com apoio de outro morador que também é policial militar, o suspeito foi localizado e preso em flagrante.

Na ação, foi apreendida uma mochila contendo abraçadeiras plásticas, fitas adesivas, ferramentas, o celular de uma das vítimas e R$ 2,7 mil em dinheiro. Após audiência, o juiz decretou a prisão preventiva do suspeito.

A Polícia Civil do Paraná continua investigando o caso.

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