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sexta-feira, 20/03/2026




Mãe de policial morta reclama de tenente-coronel preso como monstro

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FOLHAPRESS

A mãe da policial militar Gisele Alves Santana expressou alívio após a prisão do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, que é acusado de matar a esposa. Em entrevista à TV Globo divulgada nesta sexta-feira (20), ela chamou o genro de “monstro”.

“Estou aliviada só por ver esse monstro preso”, afirmou. “Para mim, ele sempre foi um monstro”, declarou Marinalva Alves.

O tenente-coronel está sendo investigado pela morte da soldado de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde moravam, na região central de São Paulo. Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como feminicídio.

Geraldo Neto, de 56 anos, foi preso na quarta-feira (18) sob suspeita de feminicídio, fraude processual e violência doméstica. Laudos da Polícia Técnico-Científica indicam que ele teria atirado na cabeça da esposa.

Os exames apontam que Gisele foi atacada por trás, com a mão esquerda do agressor segurando sua boca e mandíbula com força, enquanto a mão direita disparava a arma de fogo, que pertencia ao tenente-coronel.

Em depoimentos, Geraldo alegou que a esposa cometeu suicídio enquanto ele tomava banho. Porém, foram encontrados vestígios de sangue no banheiro e em roupas do tenente-coronel, contradizendo sua versão. O Ministério Público afirmou que as provas não conferem com a versão de que ele não teve contato com o sangue nem mexeu na cena do crime.

A defesa alegou que a prisão ordenada pela Justiça Militar foi ilegal.

A mãe da vítima disse que nunca acreditou na desculpa apresentada pelo genro. “Desde o começo eu sabia que não foi suicídio”, afirmou. “Minha filha não faria isso.”

Ela pediu justiça e afirmou que a prisão é apenas o começo. “Quero justiça pela minha filha”, declarou. “Que ele pague pelo que fez.”




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