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sexta-feira, 02/01/2026

Maduro quer negociar acordo com Trump para acabar com crise

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Enquanto a crise na América Latina se intensifica, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, manifestou disposição para conversar com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, divulgada na quinta-feira (1º/1).

“É necessário iniciar diálogos sérios, baseados em evidências, e o governo dos Estados Unidos tem ciência disso, pois já comunicamos a vários de seus representantes que, caso queiram negociar um acordo para combater o narcotráfico, estamos abertos”, afirmou Maduro.

No fim de novembro de 2024, os dois presidentes tiveram uma conversa, descrita por Maduro como “agradável”. Contudo, ele ressaltou que os desdobramentos posteriores não foram satisfatórios.

Desde então, Trump intensificou seu discurso militar na América Latina e Caribe, ampliando a ofensiva iniciada no segundo semestre do último ano.

No final de dezembro, o presidente dos Estados Unidos autorizou o primeiro ataque contra o território venezuelano, atingindo um porto costeiro supostamente usado para o carregamento de embarcações ligadas ao tráfico de drogas.

Essa ação se soma a outras operações realizadas por tropas americanas enviadas à região em meados de agosto de 2024. O contingente militar inclui fuzileiros navais, uma frota naval, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.

Mais de 20 barcos foram atacados em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo oficial é combater o tráfico de drogas. Até agora, Washington não apresentou evidências que comprovem o envolvimento dos barcos atacados com o transporte de entorpecentes.

No meio da tensão, Maduro é o foco principal das ameaças feitas por Trump, pois é acusado de liderar o cartel de Los Soles — grupo recentemente classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.

Além disso, o presidente americano também acusa seu colega venezuelano de desviar petróleo dos Estados Unidos para sustentar seu próprio governo.

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