A Venezuela iniciou na madrugada desta quinta-feira (11/9) uma operação militar denominada “resistência” em resposta ao que classificou como uma ameaça causada pela movimentação das tropas americanas no Caribe.
O presidente Nicolás Maduro comandou a operação Independência 200, envolvendo 284 frentes de combate espalhadas por todo o país, sem especificar o total de soldados mobilizados.
Maduro declarou em uma comunidade entre Caracas e a cidade costeira de La Guaira que os mares, terras, bairros, montanhas e riquezas da Venezuela pertencem ao seu povo e nunca serão entregues aos interesses dos Estados Unidos.
Recentemente, os Estados Unidos enviaram oito navios para o sul do Caribe, alegando manobras contra o tráfico internacional de drogas, sem declarar hostilidades diretas à Venezuela. Entretanto, Maduro afirmou que o país está cercado.
Em pronunciamento televisivo, Maduro afirmou que a população venezuelana não está desamparada e se necessário, lutará pela liberdade da nação. A Força Armada Nacional Bolivariana está ocupando e defendendo diversas posições estratégicas com sua capacidade de fogo.
A situação piorou após forças americanas destruírem uma embarcação com míssil e matarem 11 suspeitos de narcoterrorismo, conforme indicado pelo então presidente Donald Trump, originários da costa venezuelana.
Além disso, um caça venezuelano sobrevoou um dos navios americanos, e Trump ameaçou derrubar qualquer ameaça aérea, enviando reforços para Porto Rico.
Maduro ponderou recentemente, convocando um diálogo, após ter chamado a população para integrar a Milícia Bolivariana, um grupo militar com forte ideologia civil.
Ele afirmou que a Venezuela não busca agredir, mas não aceitará ameaças e que a operação visa a defesa integral do país, contando com a resistência ativa do povo e uma ofensiva nacional permanente.
Essa ação militar inclui a proteção de bases petrolíferas, serviços públicos, aeroportos e fronteiras.
