O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o Brasil responderá à tarifa imposta por Donald Trump por meio da Lei da Reciprocidade Econômica. Trump comunicou, em carta, uma sobretaxa de 50% a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros.
Lula afirmou que qualquer aumento unilateral de tarifas será enfrentado conforme a legislação brasileira que autoriza respostas comerciais a medidas desse tipo, garantindo proteção à economia nacional.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA atingiram US$ 40,3 bilhões, enquanto as importações brasileiras dos Estados Unidos foram de US$ 40,6 bilhões, resultando em um déficit comercial para o Brasil.
Em resposta à carta de Trump, Lula negou a alegação de uma relação comercial injusta e ressaltou que dados oficiais indicam um superávit dos Estados Unidos no comércio bilateral nos últimos 15 anos.
Trump justificou a tarifa como retaliação contra a suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas Lula defendeu a soberania do sistema judicial brasileiro e destacou que o país não aceitará interferências externas. O processo contra aqueles envolvidos em tentativas de golpe de estado é de competência exclusiva da Justiça Brasileira.
Jair Bolsonaro é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe após as eleições de 2022 e foi considerado inelegível em processos no Tribunal Superior Eleitoral.
Lula reforçou que o Brasil é um país soberano, com instituições independentes, e rejeitou a desinformação sobre o déficit comercial. Ele destacou que a defesa dos interesses nacionais e da população brasileira orienta as relações internacionais do país.