O presidente Lula (PT) ressaltou nesta quinta-feira (22) a importância de superar o controle digital da Meta, após denúncias feitas por sua campanha contra a empresa por suposta interferência na eleição do segundo turno, marcada para domingo.
Após o primeiro turno, em que ficou atrás do adversário Flávio Bolsonaro (PL) por 45% a 47% dos votos, Luiz Inácio Lula da Silva e o senador estão empatados com 50% das intenções de voto, conforme pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, recebeu acusações da equipe de Lula por supostamente limitar conteúdos da campanha dele nessas redes.
A empresa dos Estados Unidos negou as acusações, afirmando ter enfrentado problemas técnicos que afetaram não só o Brasil.
Durante uma transmissão ao vivo no canal do WhatsApp “Exército do Lula”, que tem mais de oito milhões de seguidores, Lula afirmou que a Meta “já enganou muito, mas agora precisa agir com mais responsabilidade e respeitar o que a sociedade espera”.
Ele também declarou que a empresa estaria favorecendo certas pessoas no Brasil em prejuízo da democracia.
A campanha do presidente apresentou uma denúncia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por manipulação algorítmica por parte da Meta e solicitou até a cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro, alegando que ele teria se beneficiado da interferência da empresa.
A Meta afirma cumprir as regras do TSE para garantir tratamento igualitário na divulgação de conteúdos sobre os candidatos.
No seu terceiro mandato, o líder petista implantou uma regulamentação rigorosa para as redes sociais, responsabilizando as plataformas pelo conteúdo postado por usuários.
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