RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não permitirá que o conflito no Irã cause aumento no custo de produtos essenciais para a população brasileira, como alimentos e combustíveis.
Ele garantiu que o governo vai agir para que a alta dos preços internacionais provocada pela guerra não prejudique os caminhoneiros e as donas de casa, evitando reajustes no diesel, gasolina e etanol. A declaração foi dada em entrevista à TV Record Bahia, na quinta-feira (2).
Para impedir aumentos abusivos, o presidente explicou que o governo está tomando diversas medidas, como a investigação pela Polícia Federal de distribuidoras que possam estar tirando vantagem da situação. Além disso, têm sido aplicadas isenções fiscais e subsídios para reduzir os impactos do mercado exterior e evitar repasses diretos ao consumidor.
Conforme divulgado pela Folha, estados começaram a aderir a um programa de subsídio para importação de diesel, que prevê um desconto de R$ 1,20 por litro durante dois meses, dividido igualmente entre a União e os estados.
“Estamos fazendo o máximo para que essa guerra irresponsável do Irã não aumente o custo de compra de alimentos como alface, feijão, arroz e milho para o povo”, disse Lula.
Ele também criticou a venda de estatais como a BR Distribuidora em 2019. Segundo ele, manter essas empresas sob controle público poderia ajudar a conter a elevação dos preços. Hoje chamada de Vibra Energia, essa companhia é a maior distribuidora de combustíveis do país. “Privatizaram a BR. Não podemos recomprar até 2029, então estamos sem distribuidora até lá”, afirmou.
Na entrevista, o presidente também comentou sobre o preço do gás de cozinha, criticando um leilão que considerou inadequado e contra as orientações do governo e da Petrobras, sem entrar em detalhes sobre qual leilão se trata.
Lula disse que o governo vai anular esse leilão para proteger as famílias de baixa renda dos efeitos dos conflitos internacionais. Segundo ele, o leilão gerou margens muito altas e o governo vai agir para impedir preços abusivos do gás para o consumidor.
“O governo e a Petrobras orientaram que não deveria haver leilão do GLP. Se houver um leilão contra essa orientação, iremos rever e anular para que o povo pobre não pague o preço dessa guerra”, concluiu.

