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quinta-feira, 19/03/2026




Lula pede corte maior da taxa Selic

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou insatisfação com o pequeno corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, feita pelo Banco Central. Em evento do governo em São Paulo nesta quinta-feira (19), Lula disse que esperava uma redução maior, de pelo menos 0,5 ponto, e criticou o uso da guerra no Oriente Médio como justificativa para o corte menor. “Estou triste, pois esperava que o Banco Central baixasse o juro pelo menos 0,5%. E só baixou 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até influencia o Banco Central? Não é possível”, afirmou Lula.

O corte na Selic, decidido por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de quarta-feira (18), reduziu a taxa de 15% ao ano para 14,75%. É o primeiro corte em quase dois anos, após várias altas que levaram essa taxa ao maior valor desde julho de 2006. Antes do conflito no Oriente Médio, o mercado esperava um corte de 0,5 ponto, segundo o boletim Focus.

Lula ressaltou os esforços do governo para fazer a economia crescer, gerar empregos e aumentar os salários, mesmo com os efeitos negativos da Selic alta, que desacelera a economia. “Estamos fazendo um esforço enorme para crescer a economia, criar empregos e aumentar os salários, algo que vocês não conseguem imaginar”, completou o presidente.

Na reunião de janeiro, o Copom indicou início de corte nos juros para esta semana, mas o comunicado da quarta-feira foi mais cauteloso por causa das incertezas globais geradas pelo conflito. O Banco Central pode ajustar o ritmo de redução se necessário. A Selic é referência para outras taxas na economia e o principal meio do BC para controlar a inflação.

Sobre a inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,7% em fevereiro, impulsionado por gastos com educação. O acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Segundo o boletim Focus, a previsão da inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, por causa da guerra no Oriente Médio, perto do teto da meta de 3%, com tolerância de até 4,5%. O mercado espera a Selic em 12,25% ao ano no final de 2026.

Com informações da Agência Brasil




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