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sexta-feira, 29/08/2025

Lula pede cassação e oposição recorda que PT já liderou Congresso

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Após Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar a perda dos mandatos de parlamentares que ocuparam as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a oposição respondeu lembrando que partidos de esquerda como PT, PSOL e aliados também já estiveram nessas posições.

Lula afirmou, durante evento no Acre, que “Petecão, por favor, não assine o pedido de impeachment do Alexandre de Moraes porque ele está garantindo a democracia. Quem deveria ser alvo de impeachment são esses deputados e senadores que tentam paralisar o funcionamento da Câmara e do Senado, verdadeiros traidores da pátria”.

No entanto, Lula cometeu um equívoco, já que o processo de impeachment é aplicável somente ao presidente da República, ministros de Estado, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Procurador-Geral da República.

A oposição emitiu nota destacando episódios anteriores como o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), os protestos contra a prisão de Lula e as reformas da Previdência e Trabalhista.

De acordo com a oposição, o que Lula chama de “ato sujeito à cassação” é, na verdade, uma forma legítima de resistência política, usada repetidamente pela esquerda. Em tais ocasiões, a ocupação foi reconhecida pela imprensa e pelos próprios membros do PT como uma ação política legítima, sem ameaça à cassação de mandato.

A nota relembra que o PT foi contrário à nomeação de Alexandre de Moraes para o STF, acusando-o de não estar apto para o cargo.

Porém, hoje, Lula e o PT se alinham a Moraes num esforço conjunto para enfraquecer a oposição, censurar a imprensa livre e perseguir críticos do regime que tentam estabelecer no Brasil, segundo a oposição.

Os críticos de Lula o consideram autoritário, severo e incompatível com os valores democráticos, referindo-se à sua declaração sobre a perda de mandatos parlamentares.

É paradoxal e revelador que Lula, que aproveitou a tolerância institucional quando estava na oposição, agora queira punir legisladores que defendem o povo contra abusos de poder e contra o avanço de um projeto autoritário. Este projeto se assemelha aos piores regimes da esquerda nacional e internacional, caracterizados por silenciar vozes discordantes, perseguir adversários e manipular instituições para se manter no poder.

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