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quinta-feira, 26/03/2026

Lula pede à Fazenda plano para reduzir dívidas das famílias

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Em Brasília

CAIO SPECHOTO
FOLHAPRESS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (26) que solicitou ao Ministério da Fazenda a criação de propostas para ajudar a diminuir as dívidas das famílias brasileiras. Segundo ele, muitas pessoas fazem compras sem pensar e depois acabam responsabilizando o governo por estarem endividadas.

“Compramos muitas coisas pequenas, R$ 50 aqui, R$ 30 ali, que parecem pouco. Mas no final do mês, essas pequenas despesas somadas viram um valor grande. Aí a gente fica irritado, pensando ‘trabalhei o mês inteiro, recebi meu salário e não sobrou nada’. E quem acaba sendo culpado? O governo”, explicou o presidente.

Lula disse ainda que pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que tome providências sobre esse assunto. A declaração foi dada durante visita a uma fábrica de automóveis em Anápolis (GO).

Recentemente, a Folha de S.Paulo informou que o presidente está preocupado que o endividamento das famílias possa afetar sua popularidade, especialmente em ano de eleição. Ele também deseja mudanças nas taxas de juros do cartão de crédito.

No discurso, o presidente não detalhou as ações que estão sendo planejadas, mas mencionou a possibilidade de lançar uma campanha para ajudar os trabalhadores a aprenderem a administrar melhor seus salários.

Lula ressaltou que a economia do país está indo bem, mas que há uma sensação de desconfiança na população por conta das dívidas. Ele comparou essa situação a um time de futebol que vence o jogo, mas não joga bem. “O time ganhou, mas algo não está certo. Não foi o espetáculo que eu esperava”, disse.

O presidente também relacionou o aumento das dívidas ao uso de celulares, que facilitam a exposição a propagandas e aceleram as compras. Lula não usa celular e frequentemente critica o uso excessivo desses aparelhos pela população.

Além disso, ele comentou sobre os meios de pagamento digitais, como Pix e cartões de crédito, que substituem o dinheiro físico.

“Quando temos uma nota de 100 reais, queremos guardá-la na carteira, mas atualmente não precisamos mais de dinheiro em espécie. Tudo é pago via Pix ou cartão de crédito, e como não vemos o dinheiro, acabamos gastando mais”, explicou Lula.

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