O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para que ambos possam disputar as eleições deste ano.
A exoneração foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Gleisi Hoffmann deixará o governo para concorrer ao Senado pelo Paraná, enquanto Geraldo Alckmin permanecerá como vice-presidente na chapa de reeleição de Lula.
Além deles, pelo menos outros 15 ministros anunciaram saída para concorrer a cargos eletivos, conforme exige a legislação eleitoral, que obriga a desincompatibilização seis meses antes das eleições.
O prazo para isso termina em 4 de abril de 2024. Os nomes dos substitutos ainda não foram definidos.
O presidente Lula avalia com cautela quem indicará para substituir Gleisi Hoffmann na articulação política do governo, cargo considerado estratégico para manter a governabilidade e garantir a aprovação de projetos importantes no Congresso.
Diversos nomes foram cogitados, mas a escolha precisa ser de total confiança do presidente.
No momento, a pasta será conduzida interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Almeida Costa.
Substituto de Alckmin
Sobre o ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin indicou que o substituto poderia ser “o Márcio”, referindo-se ao ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ou ao secretário-executivo do ministério, Márcio Elias Rosa.
No entanto, Márcio França decidiu deixar o governo para apoiar a campanha na disputa pelo governo de São Paulo e apoiar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.
Dessa forma, o nome mais provável para assumir a pasta é o secretário-executivo Márcio Elias Rosa.

