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sábado, 21/03/2026




Lula fala na Celac na Colômbia: critica guerra, Trump e reforça apoio à África

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Celac na Colômbia: Lula fala contra guerras, critica Trump e pede apoio à África

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proferiu um discurso na Colômbia durante o Fórum de Alto Nível Celac-África, onde destacou a necessidade de cooperação entre América Latina e África e criticou a política externa dos Estados Unidos.

Lula abordou o aumento dos conflitos mundiais e alertou sobre o período de tensões que o mundo enfrenta, considerando-o um dos mais graves desde a Segunda Guerra Mundial.

“Não existe nenhuma justificativa, nem na Carta da ONU nem na Bíblia, para que um presidente organize a invasão de outro país”, afirmou, fazendo referência indireta ao ex-presidente Donald Trump.

Importância da cooperação com a África

O presidente ressaltou os laços históricos e culturais que unem a América Latina e a África. Destacou a cidade de Salvador como o local com a maior população negra fora do continente africano e falou sobre a dívida histórica resultante do período da escravidão.

Lula destacou que políticas como as cotas raciais no Brasil representam avanços, mas reconheceu que ainda são insuficientes diante dos impactos de mais de 350 anos de escravidão. Ele enfatizou a necessidade de fortalecer parcerias econômicas e tecnológicas entre as duas regiões para promover o desenvolvimento sustentável e combater desigualdades.

Contexto dos conflitos globais

Segundo Lula, as guerras em locais como Gaza, Ucrânia e Irã agravam as crises econômicas e sociais mundialmente. Ele criticou os investimentos militares elevados em detrimento das políticas sociais, apontando o contraste entre os gastos com armamentos e a persistência da fome e da pobreza.

Ao se referir ao Irã, comentou sobre a necessidade de respeitar acordos internacionais e permitir o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, questionando as sanções rigorosas aplicadas após os acordos.

Investimentos em tecnologia e economia

Lula destacou o potencial da inteligência artificial para impulsionar setores como agricultura, saúde, educação e segurança. Ele defendeu investimentos em infraestrutura digital para reduzir desigualdades e acelerar o desenvolvimento regional.

O presidente mencionou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial que inclui financiamento para cooperação internacional, projetos conjuntos e utilização da infraestrutura brasileira.

Além disso, ressaltou a relevância da América Latina e África na produção de energia limpa e minerais estratégicos para a transição energética global, alertando para o risco de práticas extractivistas prejudiciais e defendendo agregação de valor aos recursos naturais dos países produtores.




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