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Política

Lula enfrenta desafios com investigações envolvendo filho e ex-chefe de gabinete

DOUGLAS MAGNO / AFP

Lula foi reeleito neste domingo, porém ainda enfrenta investigações que acompanharam sua campanha eleitoral.

Entre essas pendências estão os casos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, seu filho mais velho, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que foi seu ex-chefe de gabinete.

Além disso, existem outros inquéritos ligados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e suas conexões com pessoas próximas ao presidente.

Durante a campanha, acusações de corrupção foram trocadas intensamente entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Contra Flávio, há denúncias, como a solicitação de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre o pai dele, Jair Bolsonaro.

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Para Lula, o caso que mais preocupa é o familiar, envolvendo Lulinha e suas supostas relações comerciais promovidas por intermédio da lobista Roberta Luchsinger. Documentos indicam que a empresária agia em nome do filho do presidente.

A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência contra Lulinha, embora sua defesa negue irregularidades.

Também está sob investigação Marcola, que foi presenteado com joias pela lobista, num inquérito relacionado a fraudes no INSS. Ele afirmou ter tomado empréstimo com a lobista.

O novo mandato de Lula pode ser afetado por possíveis avanços nas investigações, incluindo delações premiadas, como a proposta por Roberta.

Lula declarou confiar na inocência de seu filho e de Marcola, afirmando que não interferiu nas apurações e apoia que sejam investigados.

Outra questão delicada envolve o Banco Master e as investigações sobre irregularidades na instituição, que envolvem aliados do presidente.

Essas investigações podem trazer mais pressão para o governo, especialmente se surgirem novas conexões entre Vorcaro e membros da base governista.

Durante a campanha, houve acusações mútuas relacionadas ao empresário, com foco especial na liberação de recursos para um documentário sobre Lula, o que foi negado pelas autoridades.

Também surgiram denúncias de presentes caros, como um uísque avaliado em meio milhão de reais dado ao presidente, utilizado por Flávio Bolsonaro para criticar Lula.

Apesar disso, Lula se encontrou com Vorcaro antes da divulgação dos escândalos.

O senador Jaques Wagner, aliado do presidente e também investigado nos casos relacionados ao banco, negou irregularidades e deixou cargos públicos para evitar problemas políticos.

O desenrolar dessas investigações e possíveis acordos de delação premiada poderão definir o impacto dessas questões no governo de Lula.

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