Integrantes da campanha do presidente Lula criticaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por demorar a decidir sobre o prolongamento do horário de votação no último domingo (25). Eles também afirmam que houve um boicote devido à redução do transporte público em várias cidades.
Um dos porta-vozes da campanha, o ex-ministro Camilo Santana, afirmou que o presidente da corte eleitoral, Kassio Nunes Marques, demorou para decidir sobre a extensão do tempo para votar. A campanha de Lula e a do candidato Flávio Bolsonaro haviam solicitado essa prorrogação.
Camilo Santana também declarou que em várias capitais, especialmente no Nordeste, o transporte público foi reduzido, o que prejudicou o acesso dos eleitores às urnas, algo que ele classificou como um boicote.
O coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, disse que já há evidências de que prefeitos descumpriram a lei ao dificultar o transporte público. Ele destacou que essa situação afeta principalmente os eleitores que dependem desse serviço, impactando diretamente o processo eleitoral.
O senador Randolfe Rodrigues afirmou que os acontecimentos são parte de uma tentativa de golpe dos grupos bolsonaristas, lembrando episódios de 2022 relacionados à Polícia Rodoviária Federal.
Aliados do presidente Lula ainda consideram a possibilidade de uma nova votação, dependendo dos resultados, mas recomendam cautela antes de qualquer discurso sobre anulação, pois é necessário avaliar todos os dados para entender os impactos.
Na capital paulista, caso as urnas indiquem que a abstenção foi maior em regiões como a Zona Sul, onde houve muitas reclamações pela falta de ônibus, a campanha pode apresentar reclamações por suspeita de boicote.


