O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser exclusiva do presidente da República. Segundo ele, é importante criar um critério que envolva a sociedade civil na indicação dos ministros, para que a decisão não fique restrita apenas à vontade do presidente ou da OAB.
Lula sugeriu que a indicação dos ministros passe por um colegiado que possa analisar e votar, evitando que o indicado esteja alinhado somente com o presidente. Ele ressaltou que o método atual de escolha é muito vulnerável, já que normalmente se indica alguém de confiança ou conhecido pelo mundo jurídico.
O presidente explicou que, no momento da indicação, consulta outros membros do Executivo, como o ministro da Justiça e a equipe jurídica da Casa Civil. No entanto, destacou que há um distanciamento entre o perfil dos indicados e a postura adotada por eles ao assumir o cargo na Corte.
Lula afirmou que, uma vez que o ministro assume a toga, ele passa a ter independência, e o presidente não tem mais interferência em suas decisões. Essa independência reforça a importância de um processo de indicação que envolva diferentes setores da sociedade.
Atualmente, dos dez ministros do STF, quatro foram indicados por Lula: Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Recentemente, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF foi rejeitada pelo Congresso Nacional, representando uma derrota para o presidente.
Além do tema da indicação dos ministros, o presidente falou sobre a necessidade de uma reforma política que crie partidos mais sérios, com compromissos claros, programas e ética. Ele acredita que essas mudanças são importantes para a melhoria do país.

