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quinta-feira, 04/06/2026

Lula critica Rubio e Flávio quer evitar desgastes

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Em Brasília

A tensão entre o Brasil e os Estados Unidos voltou a crescer por causa da possibilidade de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. A disputa tem colocado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, ambos pré-candidatos à Presidência da República, em lados opostos do debate.

Lula responsabilizou o senador por algumas das medidas sugeridas pelos Estados Unidos e ainda criticou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, chamando-o de “latino-americano frustrado”. Por outro lado, Flávio Bolsonaro tenta se afastar do tema para não prejudicar sua pré-campanha e evita ser relacionado diretamente às sanções comerciais previstas.

Recentemente, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) finalizou investigações sobre práticas comerciais brasileiras e recomendou tarifas de 25% e 12,5% sobre certos produtos do Brasil, o que reacendeu a controvérsia.

Resposta de Flávio Bolsonaro

Durante um evento em Goiás, Lula lembrou que Flávio Bolsonaro havia manifestado apoio às tarifas aplicadas pelo ex-presidente Trump no ano anterior. Porém, agora o senador tenta se desvincular dessa situação, atribuindo as ações do governo americano ao “tom agressivo” adotado por Lula nas relações diplomáticas.

Flávio afirmou ter pedido diretamente aos Estados Unidos que não impusessem novas tarifas e assegurou que, se eleito, pretende negociar com respeito mútuo. Ele destacou a importância de proteger setores como o etanol e o sistema Pix, que foram criticados pelos EUA.

O senador também criticou os ataques de Lula a Marco Rubio, argumentando que esse tipo de atitude prejudica as negociações diplomáticas. Ele declarou: “Agora, você acha que xingar a pessoa com quem você vai ter que negociar ajuda ou atrapalha o Brasil? É claro que só atrapalha.”

Além disso, Flávio Bolsonaro acusou o presidente de atuar com interesse político ao aumentar o tom contra os Estados Unidos e sugeriu que Lula teria interesse na aplicação dessas tarifas.

Para tentar evitar os impactos das sanções, o senador enviou uma carta ao secretário de Estado americano reforçando o pedido para que o Brasil seja poupado das tarifas e defendeu o diálogo diplomático como solução para o impasse.

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