O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou a segunda reunião ministerial do ano nesta quarta-feira (3/6), enquanto se prepara para a campanha de reeleição em meio às ameaças de novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA), liderado por Donald Trump.
Durante a abertura da reunião, Lula criticou as recentes medidas adotadas pela gestão Trump contra o Brasil, afirmando que o país não pode ser tratado como uma “republiqueta”.
Este encontro foi o primeiro com a nova equipe ministerial após a saída de alguns membros que vão concorrer às eleições. Entre os temas discutidos, estão a entrega das pastas, o alinhamento político e as estratégias de comunicação do governo antes do início do período eleitoral, quando vigem restrições legais.
As tensões diplomáticas e comerciais recentes com os Estados Unidos também estiveram na pauta. Investigações baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio americana propuseram a imposição de sobretaxas de 25% e 12,5% relacionadas a práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil.
Além disso, a Casa Branca anunciou que classificará o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que entrará em vigor nesta sexta-feira (5/6). O governo brasileiro questiona essas ações, atribuindo-as à influência da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula também pretende cobrar dos ministérios detalhes sobre as ações antes do período eleitoral, que proíbe inaugurações, anúncios e transferências de recursos entre julho e outubro. Ele demonstrou preocupação sobre a percepção da população em relação às iniciativas do governo e o ritmo de entregas até julho, ressaltando que o governo está “muito em cima” para cumprir as regras eleitorais.
