O PT decidiu apoiar a permanência de Hugo Motta, presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, até 1º de fevereiro de 2027.
Essa decisão foi comunicada por Lula aos dois líderes durante uma reunião no Palácio da Alvorada, logo após sua vitória na eleição para o quarto mandato presidencial.
Lula acredita que Motta e Alcolumbre são essenciais para fortalecer alianças no Congresso, que agora está mais conservador, especialmente com o crescimento do partido PL, ligado ao senador Flávio Bolsonaro, adversário na eleição presidencial.
A estratégia do presidente é aproximar novamente líderes do Centrão e do MDB para facilitar a aprovação de projetos de seu governo.
Em sua fala após a eleição, Lula destacou a importância do Congresso e reafirmou seu compromisso em trabalhar com os parlamentares eleitos, mesmo diante de uma composição mais conservadora.
O PL, que teve uma derrota nas urnas, pretende ser oposição ao governo e planeja lançar candidatos para a presidência da Câmara, concorrendo com Alcolumbre. Entre os candidatos estão o senador Rogério Marinho e a senadora Tereza Cristina.
No PL, há divisões sobre quem apoiar para o comando da Câmara. Alguns querem o deputado Sóstenes Cavalcante e outros preferem continuar apoiando Motta. Existem também aqueles que buscam apoiar outro nome do Republicanos.
Lula pediu a Alcolumbre empenho para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que amplia ações da União contra o crime organizado. Essa proposta ficou fora da pauta de votação por discordâncias sobre a redução da maioridade penal.
Lula mudou sua posição e agora apoia baixar a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes graves, mas quer que a PEC seja votada primeiro sem alterações para evitar retorno à Câmara. Ele prometeu criar o Ministério da Segurança com aprovação da PEC pelo Senado.
Em nota, Alcolumbre afirmou que visitou Lula no Palácio da Alvorada para parabenizá-lo pela vitória e ressaltou seu compromisso com o diálogo institucional e a busca por soluções para o país.
O trabalho para garantir a governabilidade seguirá com esse alinhamento entre o Executivo e o Congresso.


