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terça-feira, 24/03/2026




Lula avalia apoio a exportadores com impacto da guerra no Irã

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Em Brasília

IDIANA TOMAZELLI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está planejando formas de ajudar os exportadores brasileiros que estão sofrendo com os efeitos negativos da guerra no Irã no comércio internacional.

Essa iniciativa deve repetir programas que já faziam parte do Plano Brasil Soberano, lançado no ano passado para reduzir os danos causados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, durante o governo Trump, às empresas brasileiras.

Recentemente, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, mencionou que o governo está pensando em lançar uma nova edição do Plano. Ele destacou que ainda há R$ 6 bilhões disponíveis dos recursos destinados em 2025 para ajudar a enfrentar esses impactos.

Na primeira etapa do plano, o governo destinou R$ 30 bilhões pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), além de outros R$ 10 bilhões do BNDES.

Alguns setores de exportação já solicitaram crédito ao Ministério da Fazenda. A Associação Brasileira de Proteína Animal – ABPA – informou que o Oriente Médio representa mais de 25% das exportações brasileiras de carne de frango, pato e ovos.

A associação também destacou que a guerra trouxe mudanças importantes na logística, aumentando o tempo das viagens das cargas e elevando os custos operacionais.

“Esse cenário afeta diretamente a saúde financeira das exportações, especialmente porque o ciclo de capital de giro ficou mais longo para as pequenas e médias empresas no setor agroindustrial, que dependem muito de exportação. Com mais tempo entre a produção, embarque, entrega e recebimento, há uma pressão maior nas finanças dessas empresas”, explicou a entidade.

Além disso, em um setor com alta produção contínua e cadeias logísticas complexas, o aumento do ciclo financeiro cria uma pressão extra sobre o capital de giro das empresas, principalmente daquelas que estão começando ou se consolidando como exportadoras, acrescentou a ABPA.

Diante dessa situação, a ABPA pediu ao Ministério da Fazenda que crie ou amplie linhas de crédito emergencial para capital de giro para exportadores, com prazos maiores e condições flexíveis. Também solicitou mecanismos que reduzam os riscos logísticos e financeiros para manter a competitividade das exportações brasileiras.

Segundo a associação, essas medidas dariam liquidez temporária às empresas enquanto as rotas logísticas internacionais se reorganizam.

Em 12 de março, o governo anunciou isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e um subsídio de R$ 0,32 por litro, pago com recursos federais.

O Ministério da Fazenda também está negociando com os estados para conseguir isenção do ICMS sobre o diesel. A pasta propôs uma compensação de R$ 3 bilhões para cobrir metade do impacto da isenção durante dois meses.

Os estados estão resistindo à proposta e querem que a União adote um modelo que subsidie o preço do diesel sem alterar o imposto estadual. A expectativa é que haja um acordo até o dia 27.

Além disso, o governo avalia zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o biodiesel.




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