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Economia

Lula apoia Haddad em meio a conflito com Câmara sobre IOF

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lula manifestou seu apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na mesma data em que a Câmara dos Deputados colocou em votação o projeto para revogar o aumento do IOF, surpreendendo o governo.

Durante evento na tarde desta quarta-feira, o presidente afirmou: “Vocês sabem como o Haddad trata a economia com seriedade”. Embora não tenha mencionado diretamente o pacote em discussão, ele expressou descontentamento com a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) relacionado à taxação.

Lula fez um apelo aos empresários reunidos: “É hora de deixar interesses pessoais de lado e pensar no país”. Também ressaltou uma mensagem ao setor financeiro, destacando que a carga tributária é menor que em 2011 e criticando empresários que se queixam da tributação, enquanto ignoram os bilhões em benefícios fiscais.

Em resposta à iniciativa de Motta, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou líderes da base do governo, incluindo Fernando Haddad, o ministro da Casa Civil Rui Costa, e líderes parlamentares do PT e PSD para debater a questão.

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Haddad usou as redes sociais para explicar que o decreto visa corrigir uma injustiça, combatendo a evasão fiscal dos mais ricos para equilibrar as contas públicas e preservar direitos sociais dos trabalhadores.

O Ministério da Fazenda e a Câmara continuam sem acordo sobre o tema. No início do mês, o ministro destacou que o Legislativo ainda não apreciou outras propostas prioritárias do governo, como a reforma da aposentadoria dos militares e o projeto de combate a supersalários.

Durante o evento, Lula adotou um tom conciliador, afirmando: “Precisamos cuidar do país juntos, não jogar responsabilidade só no Congresso ou no presidente. Devemos refletir sobre o que cada um está fazendo para o Brasil”.

O combinado inicialmente era que o governo apresentasse uma proposta para reduzir benefícios fiscais antes da votação, prevista para 8 de julho. Isso porque Hugo Motta estará ausente na próxima semana para participar de evento internacional.

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