Em Campo Grande (MS), na véspera da abertura da 15ª Conferência das Partes (COP15) sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação de unidades de conservação essenciais para a biodiversidade do Brasil. Essas ações reforçam o compromisso do país de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.
As áreas ampliadas incluem biomas essenciais para as rotas migratórias. No Mato Grosso, a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã cresceu 57 mil hectares, alcançando um total protegido de 68 mil hectares. O Parque Nacional do Pantanal também aumentou em 47 mil hectares, totalizando agora 183 mil hectares preservados. Ambas estão localizadas no Mato Grosso.
Lula destacou que é impossível proteger espécies migratórias sem cuidar de seus habitats naturais. Ele chamou essas áreas ampliadas de corredores de vida que promovem a conexão entre os ambientes, ponto fundamental discutido em Campo Grande.
No discurso para representantes de mais de 130 países, o presidente vinculou a proteção ambiental com a importância do multilateralismo global. Ele ressaltou que, junto à criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, ambas no Rio Grande do Sul, o Brasil assume uma liderança ética na cobrança de compromissos ambientais internacionais.
Lula enfatizou a necessidade de políticas que acolham e promovam a cooperação global, especialmente em tempos de tensões e conflitos geopolíticos, reforçando que esta COP15 deve ser um espaço para avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comentou que a ampliação das áreas protegidas faz parte de uma estratégia que integra aumento de área e melhoria da gestão. O Parque Nacional do Pantanal e a ESEC Taiamã são fundamentais para espécies aquáticas e aves que migram pelo continente.
O governo também avança na preservação de zonas úmidas, essenciais para a resistência climática e para regular enchentes e secas na região central do Brasil.
Além das unidades no Pantanal, foi criada a Reserva Córregos dos Vales, com 40,8 mil hectares em Minas Gerais, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas.
Com informações do Governo Federal
