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domingo, 31/08/2025

Lindbergh diz que ameaça a Motta e Alcolumbre terá efeito oposto

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou as tentativas da oposição de pressionar, através de possíveis sanções dos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em uma publicação nesta sexta-feira (25/7), o parlamentar afirmou que a ‘chantagem’ produzirá um efeito reverso.

De acordo com Lindbergh Farias, que é líder do PT na Câmara, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) perdeu toda a credibilidade e está tentando intimidar o Congresso Nacional com sanções internacionais para que os legisladores aprovem um projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“O efeito será contrário. Alguém pensa que, após essa ameaça pública e absurda, Alcolumbre e Motta irão pautar esse projeto? Isso significaria uma total humilhação do Congresso, uma rendição vergonhosa à pressão externa feita por um deputado submisso a interesses estrangeiros”, declarou o petista.

Lindbergh Farias concluiu dizendo que Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março, acabou com qualquer chance real de anistia: “Ameaçar o Legislativo foi um erro grave”.

Mais cedo, na mesma data, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro indicou que Motta e Alcolumbre podem ser os próximos alvos de suspensão de vistos e sanções pelo governo de Donald Trump.

Em entrevista ao programa Oeste com Elas, no YouTube, o parlamentar afirmou que o Brasil está mais próximo do que nunca de ver a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Esta lei impõe várias sanções econômicas quando aplicada.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que revogou o visto do ministro Alexandre de Moraes, seus aliados na Corte e familiares próximos. Rubio declarou que a perseguição política realizada por Moraes contra Jair Bolsonaro criou um ambiente de censura que viola direitos básicos e ultrapassa as fronteiras do Brasil, afetando também cidadãos americanos.

Segundo o Departamento de Estado, a revogação dos vistos está de acordo com legislação que permite tornar inadmissível a entrada de estrangeiros cujas ações possam prejudicar as políticas externas dos EUA. Moraes é acusado de censura através de ordens judiciais que atingem empresas americanas e cidadãos nos EUA.

O presidente Donald Trump também aplicou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, que começarão a valer a partir de 1º de agosto. Eduardo Bolsonaro afirmou que Trump ainda não usou todo seu poder e que a possível aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes será apenas mais um episódio na disputa política.

Além disso, o governo Trump avalia impor sanções específicas aos presidentes do Legislativo, utilizando a Lei Magnitsky para limitar operações financeiras em dólar americano como forma de responder a violações de direitos humanos.

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