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sábado, 30/08/2025

Líderes femininas e comunidades tradicionais destacam papel na COP 30

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Em evento organizado por três comissões da Câmara dos Deputados, ministras e parlamentares discutiram diversas iniciativas que visam assegurar a participação ativa das mulheres, povos tradicionais e da sociedade civil na COP 30, Conferência da ONU sobre Mudança Climática que ocorrerá em novembro em Belém, Pará. A principal preocupação é garantir justiça climática para os grupos mais afetados pelas alterações extremas do clima decorrentes do aquecimento global.

Márcia Lopes, ministra das mulheres, ressaltou que a COP contará com um “dia do gênero” para valorizar as lideranças femininas. Está em elaboração um protocolo para proteger mulheres em situações de emergência climática, focando em gênero, raça e território. Essa mobilização é reforçada pela 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, que irá consolidar orientações de encontros estaduais e municipais.

“Existem 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais. Vamos planejar tudo que é necessário cumprir e planejar o pós-COP 30: como transformar diretrizes e prioridades em ações concretas”, declarou Márcia Lopes.

Dandara, presidente da Comissão da Amazônia e Povos Originários, destacou a importância do engajamento popular na COP 30. “Esse encontro não é somente uma reunião diplomática de chefes de Estado, mas um compromisso com as vidas que mantêm o bioma, reconhecendo a necessidade de proteger nossa sociobiodiversidade, nosso planeta e suas formas de vida.”

Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, enfatizou a urgência do reconhecimento da demarcação territorial como estratégia climática eficaz. Territórios indígenas protegidos ajudam a capturar gases do efeito estufa, conforme evidência científica.

Ela também mencionou a meta de direcionar 20% dos recursos do Fundo Tropical das Florestas e 2 bilhões de dólares do Fundo de Compromisso Climático para a gestão e produção sustentável dos territórios indígenas.

Ana Toni, diretora executiva da COP 30, afirmou que o Brasil reconhece e valoriza o papel das mulheres e povos tradicionais nas suas metas climáticas voluntárias e na mobilização da conferência.

“É essencial enxergar não apenas as pessoas afetadas pela mudança climática, mas principalmente os indígenas, mulheres, afrodescendentes e jovens como líderes que podem nos orientar na superação desse desafio”, pontuou.

Uma das parlamentares salientou que iniciativas estão sendo alinhadas com plataformas internacionais para que a pauta ‘Sem mulher não tem clima’ se transforme em um projeto global, alcançando 150 países até a COP.

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