O grupo iemenita Houthis confirmou neste sábado (30/8) que seu primeiro-ministro, Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi, foi morto em um ataque aéreo realizado por Israel no Iêmen na última quinta-feira (28).
Quem são os Houthis
Fundado no início da década de 1990, o grupo Houthis controla, desde 2014, partes da capital iemenita, Sanaa, além de outras regiões do país. Em meio à guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza, o grupo começou a atacar embarcações associadas a Israel e seus aliados nas áreas dos mares Vermelho e Arábico, incluindo ataques a navios dos Estados Unidos. Essas ações são declaradas como apoio à causa palestina.
Além do Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi, outros ministros que estavam presentes no momento do ataque também perderam a vida. O grupo, que recebe apoio do Irã, classificou a ação como uma agressão realizada por um “inimigo criminoso” contra sua liderança política.
Em comunicado, o grupo declarou: “Anunciamos o martírio do combatente Ahmed Ghaleb Nasser Al-Rahawi… junto com vários de seus colegas ministros, pois foram alvo do traiçoeiro inimigo criminoso israelense”.
Posição do Exército de Israel
De acordo com o Exército de Israel, o ataque tinha como propósito atingir instalações militares utilizadas pelos Houthis na capital Sanaa. Entre os locais atingidos estavam áreas próximas ao palácio presidencial, usinas de energia e um depósito de combustível. Essas estruturas eram essenciais para a manutenção das operações militares do grupo.
As usinas atingidas eram responsáveis pelo fornecimento essencial de eletricidade para atividades militares, evidenciando o uso de infraestrutura civil para fins bélicos pelo grupo Houthis, conforme nota das Forças de Defesa de Israel (FDI).
O governo israelense afirmou que os bombardeios foram em retaliação aos recentes ataques dos Houthis contra Israel, incluindo disparos de mísseis terra-terra e o lançamento de drones sobre território israelense nos últimos dias.
Segundo os militares israelenses, a instalação onde fica o palácio presidencial em Sanaa funcionava também como base militar operada pelos Houthis, o que justificou o alvo da ofensiva.