Paul Mackenzie, líder de uma seita no Quênia, foi condenado a 200 anos de prisão pelo assassinato de 190 crianças e um adulto. A sentença inclui 100 anos por homicídio por inanição e 100 anos por homicídio direto. Outros 26 membros da seita receberam penas que variam entre 100 a 160 anos de prisão.
A investigação revelou que Paul Mackenzie comandava um grupo que instruía os seguidores a se privarem de comida até a morte com a crença de que iriam para o céu antes do fim do mundo. As crianças eram as primeiras a serem forçadas ao jejum extremo, e a desobediência às ordens resultava em punições severas como violência, confinamento e privação de comida e água.
A seita desencorajava o atendimento médico e a educação para as crianças, considerando escolas e hospitais como locais satânicos e a medicina moderna como instrumentos do diabo.
Paul Mackenzie foi preso em 2023 após denúncias sobre seguidores que abandonaram seus filhos para morrer na floresta de Shakahola, no sudoeste do Quênia. Foram descobertos mais de 400 corpos enterrados em covas rasas na região, dos quais 26 foram identificados devido ao avançado estado de decomposição.
A igreja Good News International Church, fundada por Mackenzie em 2020 com sede em Furunzi, Malindi, possuía cerca de 35 filiais em todo o país. No entanto, as principais atividades da seita ocorriam na floresta de Shakahola, onde os seguidores moravam em assentamentos bíblicos.
O Ministério Público apontou que os seguidores venderam seus bens, abandonaram empregos, retiraram as crianças da escola, destruíram documentos de identidade e mudaram-se para a floresta para viver conforme as ordens da seita.
