Antônio Agripino da Silva, conhecido como Preguinho, foi preso em flagrante por guardas municipais após liderar uma ação que causou danos a ônibus no centro de São Paulo. Ele foi visto esvaziando pneus de veículos no Terminal Parque Dom Pedro 2º.
Preguinho foi conduzido pelos agentes da Guarda Civil Metropolitana ao 1º Distrito Policial, localizado na Sé, onde responderá por atentado à segurança do transporte público, furto e associação criminosa. Essa informação foi confirmada pelo secretário municipal de Segurança Urbana, Orlando Morando.
Preguinho é candidato à presidência do sindicato dos motoristas e trabalhadores dos ônibus municipais, SindMotoristas, concorrendo numa chapa de oposição. Segundo o sindicato, o objetivo da ação era um protesto relacionado ao processo eleitoral da entidade, que terá votação nos dias 10 e 11 de março.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram Preguinho e outros membros da chapa Oposição e Luta convocando manifestantes para irem ao centro da cidade. Câmeras de segurança captaram esses mesmos integrantes, vestidos com trajes laranja, parando ônibus, furando pneus e fazendo com que os passageiros descessem para o asfalto.
Os manifestantes também retiraram as chaves dos veículos, o que gerou a acusação de furto. O bloqueio durou aproximadamente uma hora, retornando o funcionamento do terminal por volta das 13h. Funcionários informaram que os pneus de pelo menos seis ônibus tiveram as válvulas removidas, afetando 52 linhas de ônibus, conforme dados da companhia municipal.
José Valdevan de Jesus Santos, apelidado de Noventa, candidato à eleição do SindMotoristas por outra chapa, comentou que o protesto aconteceu durante uma disputa judicial para coordenar as eleições e devido a uma confusão sobre os números das chapas.
As duas chapas opositoras, Oposição e Luta e a de Noventa, foram impedidas de usar os números tradicionais nas eleições. Noventa também defende que as urnas eletrônicas sejam usadas no pleito do próximo mês.
Os grupos que disputam a direção do SindMotoristas já protagonizaram, em 2023, uma greve que paralisou 368 linhas de ônibus, afetando 530 mil usuários do transporte coletivo. Noventa afirma que foi removido da diretoria do sindicato de forma irregular por decisão judicial e questiona a legitimidade do grupo atual para conduzir as eleições.
O SindMotoristas, em comunicado, rejeitou os atos de vandalismo, afirmando que são tentativas de atrapalhar o processo eleitoral.
A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte junto com a SPTrans repudiaram os atos. A polícia foi acionada e um boletim de ocorrência será registrado, conforme comunicado da prefeitura.
