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quarta-feira, 04/02/2026

Líder das influencers do bagulho é capturado pela Interpol na Suíça

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Considerado fugitivo desde abril de 2024, Rodrigo dos Santos Martins, líder do grupo conhecido como “influencers do bagulho”, foi detido pela Interpol no sábado passado (31/1) na Suíça. Sentenciado em primeira instância, ele era o último membro de uma complexa rede internacional de tráfico de drogas ainda em liberdade.

Rodrigo recebeu uma pena de 24 anos, 5 meses e 22 dias em regime fechado, além de multa equivalente a 1.383 dias-multa. Ele responde por tráfico interestadual de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O líder da quadrilha possuía um mandado de prisão preventiva e era objeto de alerta vermelho da Interpol.

A organização foi investigada na Operação Refil Verde, realizada em abril de 2024 pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) da Polícia Civil do Distrito Federal. As apurações revelaram desde a compra de óleo de THC na Califórnia (EUA) até o envasamento em São Paulo e a distribuição por meio dos Correios.

A companheira de Rodrigo, Yasmin Nadai Martins, foi presa pela Interpol em Frankfurt, na Alemanha, em junho do ano anterior. Ela também morava na Suíça, levava um padrão de vida elevado e, de acordo com os investigadores, desempenhava papel crucial no esquema criminoso, administrando grandes recursos oriundos do tráfico internacional de drogas e da comercialização de óleo de THC disfarçado em refis de cigarros eletrônicos.

Juntos, Rodrigo e Yasmin aparentavam levar uma vida de celebridades internacionais. Frequentavam viagens aos Estados Unidos e países europeus, hospedando-se em locais exclusivos e mantendo uma presença discreta nas redes sociais, preferindo exibir seu luxo em círculos fechados.

Ao viajar, evitavam aeroportos brasileiros, escolhendo rotas alternativas por fronteiras para não serem detectados pela polícia.

Pouco antes de ser deflagrada a operação contra eles, em abril de 2024, o casal estava próximo de obter cidadania italiana. Ambos enviaram grandes quantias de dinheiro para o exterior e converteram parte desses recursos em bitcoins, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

A investigação revelou um método semelhante ao de cartéis internacionais: o óleo de THC era adquirido na Califórnia e enviado ao Brasil disfarçado em potes de cera depilatória. Após cruzar a fronteira no Paraguai, a carga seguia para São Paulo, onde era processada e envasada em refis de cigarros eletrônicos.

A distribuição era feita pelos Correios, camuflada em colas em bastão. Profissionais de tecnologia da informação do Rio de Janeiro desenvolveram sites que comercializavam os produtos como supostos medicamentos. Influenciadores digitais contratados promoviam os itens nas redes sociais, atraindo consumidores em todo o país.

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