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quinta-feira, 09/04/2026

Líbano declara luto após ataques israelenses

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O Líbano decretou luto nacional nesta quinta-feira (9/4) após a série de ataques realizados por Israel na quarta-feira (8/4). Este ataque foi o mais intenso desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, e ameaça o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Os ataques deixaram pelo menos 203 mortos e cerca de mil feridos, de acordo com dados preliminares do Ministério da Saúde do Líbano.

António Guterres alertou que a ofensiva apresenta um grande risco ao cessar-fogo e aos esforços para uma paz duradoura na região. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, classificou os ataques como “intoleráveis” e apoiou o dia de luto nacional no Líbano.

Jean-Noël Barrot também condenou os ataques que causaram mais de 250 mortes em poucos minutos, afirmando que eles prejudicam o cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irã. Ele ressaltou a necessidade de o Hezbollah ser desarmado e chamado a entregar armas ao Estado libanês, mas defendeu que o Líbano não deve sofrer punições devido ao acordo entre Estados Unidos e Irã.

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu pelo fim imediato das operações militares no Líbano para garantir a credibilidade e durabilidade da trégua. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito, afirmou que o cessar-fogo deve ser respeitado em toda a região, incluindo o Líbano, declarações desmentidas por Israel e Estados Unidos.

Ataques pegam moradores de surpresa

Os ataques israelenses ocorreram sem aviso prévio, atingindo áreas residenciais de Beirute, segundo autoridades locais. O Exército israelense chamou a operação de o maior ataque coordenado contra o Hezbollah desde o início do conflito.

No bairro de Basta, vítimas incluíram crianças com ferimentos graves. Na região sul, mais bombardeios ocorreram, causando mortes e bloqueando vias estratégicas próximas ao rio Litani. O Hezbollah respondeu atingindo o norte de Israel e prometeu continuar a retaliação.

Esforços para ampliar cessar-fogo

A comunidade internacional continua a pressionar para que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seja estendido para todo o Oriente Médio, incluindo o Líbano, embora Israel e os EUA afirmem o contrário.

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que o fim das hostilidades no Líbano é fundamental para o acordo com os EUA. Uma delegação americana deve se reunir com representantes iranianos no Paquistão para buscar um cessar-fogo mais amplo.

O ex-presidente americano Donald Trump afirmou que as tropas dos EUA continuarão próximas ao Irã até um acordo real ser alcançado, avisando que responderão com força caso contrário. Ele também se disse aberto a discutir a retirada de sanções contra o Irã, desde que não haja enriquecimento de urânio.

Para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o cessar-fogo não representa o fim da campanha contra o Irã, e Israel está preparado para retomar os combates a qualquer momento.

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