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domingo, 22/02/2026

Lei garante assistência jurídica gratuita para vítimas vulneráveis

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Soraya Santos destaca desequilíbrio no sistema de Justiça

O Projeto de Lei 6415/25, apresentado pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), prevê a criação da Política Nacional de Assistência Jurídica Obrigatória para Vítimas em Situação de Vulnerabilidade. O objetivo é oferecer atendimento jurídico completo, gratuito e eficiente para vítimas de violência, incluindo mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. A proposta está atualmente em análise na Câmara dos Deputados.

A política pretende assegurar:

  • informação clara e atualizada sobre investigações e processos;
  • prevenção da revitimização institucional;
  • respeito à vontade da vítima;
  • atuação rápida, eficaz e sem preconceitos ou discriminação.

Além dos serviços jurídicos, a assistência poderá englobar encaminhamentos para apoio psicossocial, médico e social.

A prestação da assistência jurídica será feita de forma colaborativa entre defensorias públicas, ministérios públicos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), núcleos de prática jurídica de universidades e entidades conveniadas com órgãos públicos em diferentes níveis.

As instituições públicas não poderão recusar, atrasar ou limitar o atendimento. Se faltar estrutura, outros órgãos devem colaborar para garantir a assistência necessária.

O projeto também estabelece que o juiz deve garantir assistência jurídica efetiva nos atos processuais que envolvam a participação da vítima. Caso o atendimento imediato não seja possível, o ato poderá ser adiado por até 48 horas, exceto em situações de urgência devidamente justificadas.

A falta de assistência jurídica poderá resultar na anulação dos atos processuais que causem prejuízo comprovado e não possam ser validados.

Soraya Santos ressalta que enquanto o acusado tem direito garantido à defesa técnica, a vítima muitas vezes enfrenta delegacias e audiências sem orientação ou representação adequada. Segundo ela, “quando a vítima vulnerável fica desassistida, a prioridade jurídica e política deve ser proteger o cidadão, não disputar competências entre instituições”.

O projeto segue para análise conclusiva nas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e Senado.

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