O Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal divulgou um laudo que expõe os graves ferimentos sofridos por Alice Fraga Delgado de Oliveira, uma bebê de apenas 1 ano e 3 meses, que morreu em 25 de outubro. Os exames mostraram que ela foi vítima de maus-tratos constantes, com várias costelas quebradas e um coração rompido devido à violência.
Segundo os médicos legistas, Alice havia sido espancada repetidas vezes ao longo de sua curta vida. O corpo apresentava lesões antigas e recentes, evidenciadas por fraturas em diferentes estágios de cicatrização. No dia do óbito, a criança sofreu um trauma interno severo, incluindo hemopneumotórax e ruptura total do tecido cardíaco.
Essa situação trágica não foi um caso isolado. Em seus 15 meses de vida, Alice já havia sido hospitalizada três vezes por lesões resultantes de agressão. Em uma das internações, ela foi diagnosticada com traumatismo crânio-encefálico.
No final de semana anterior à sua morte, a mãe buscou Alice em casa no sábado, e menos de 24 horas depois, ela foi levada desacordada para uma Unidade de Pronto Atendimento. Apenas três dias antes desse ocorrido, a Justiça do Distrito Federal negou um pedido urgente do Conselho Tutelar para afastar a criança do convívio da mãe, do padrasto e da babá.
Apesar das evidências médicas de violência, Alice foi devolvida à mãe. O resultado foi fatal. A morte da bebê causou comoção na comunidade de Samambaia e em várias regiões do Distrito Federal, levando amigos, familiares e voluntários a se unirem para ajudar nos custos do sepultamento.
Na data de 6 de novembro, dez dias após o falecimento de Alice, a polícia prendeu o padrasto, João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, considerado o principal suspeito pelos maus-tratos que levaram à morte da criança. As investigações seguem em curso para responsabilizar formalmente o acusado.
