SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na terça-feira (28) uma mulher de 40 anos por suspeita de participação na morte de Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos. Ela foi encontrada sem vida perto de uma piscina em uma área de lazer em Lins, cidade no interior de São Paulo, no dia 16 de janeiro.
O caso iniciou como morte suspeita. A suspeita, chamada Graziele, disse à polícia que Beatriz teria sofrido choque ao tocar na cascata da piscina e que ela mesma se machucou ao tentar ajudar a vítima.
Porém, o laudo do Instituto Médico Legal mostrou que a causa da morte foi afogamento, descartando choque elétrico. A perícia também verificou que não havia problemas na instalação elétrica do local que pudessem causar choque.
Beatriz foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, usando apenas um biquíni, próximo à piscina de uma casa no bairro Manoel Scalf.
A razão para o crime não foi divulgada e a suspeita continua presa temporariamente após audiência de custódia. A investigação continua em andamento.
A defesa de Graziele afirma que a prisão foi precoce. O advogado Celso Modonesi disse que ela estava em tratamento psiquiátrico por causa do choque provocado pela morte da amiga e que o laudo do afogamento foi mal feito.
Segundo o advogado, a polícia fez uma prisão injusta para atender à pressão pública, mesmo sem provas convincentes, e ressaltou que Graziele tem um filho menor de 12 anos.
